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domingo, 7 de setembro de 2014

Servos Caóticos

Servos Caóticos

A internet aproximou muitos praticantes da Magia do Caos para que notássemos muitas diferenças nas práticas individuais, até mesmo no mesmo panteão. Pessoas maios sábias entre nós aprenderam umas com as outras, as outras ainda reclamam que tudo está "errado". Prefiro aprender do que ensinar, e assim sugiro às demais pessoas.
Tradicionalismos à parte, o meta-modelo (já mencionado em outro blog anterior) da Magia do Caos possibilitou a criação de entidades autônomas conscientes em dimensões paralelas acessassem nossa realidade realizando comandos pré-configurados por estados alterados de consciência. Estas energias usadas por magos caóticos podem utilizar qualquer dos outros modelos juntos, a caracterizar a Magia do Caos a algo mais do que filosofia, mas também uma tecnologia para obtenção de resultados. Então a Magia do Caos como abordagem ou postura mágicka pode usar sistemas e até a ciência já existentes como caminho para resultar, por exemplo, nos SERVOS (ou Servidores).
Neste blog sobre servidores algumas questões práticas da sua criação são abordadas também a elucidar dúvidas quanto a minha obra "Magia Prática de Servidores, Gênios e Gólens".
Magos modernos, mágicos, feiticeiros caos contemporâneo e os outros usuários mágicos de servos parecem ter adotado uma visão psicodinâmica modificada de personalidade, ea maneira pela qual nos identificamos.
Praticantes modernos parecem usar servos como uma visão psicodinâmica de sua própria personalidade, para que possam mascarar a visão de sua própria identidade em "cores novas". Quando Freud e outros fundadores da psicoanálise (como Jung, Adler, etc.) sugeriram que enxergaríamos nós mesmos através do tempo, seria derivado de uma síndrome motivacional do que queremos e como conseguiremos isso, abordaram como algo fundamental ao nosso desenvolvimento.  Realmente chocaram o pensamento da época, pois os vários pré-existentes até então eram bem distintos. Então praticantes da Magia do Caos viram que estabelecer-se como se é é uma alternativa, mas irmos além é outra alternativa. Talvez entramos em outra síndrome, mas avançarmos de uma posição situacionista à personalidade nos possibilita observar nossos comportamentos dominantes em cada momento a usarmos nossa própria identidade aos nossos objetivos e transformar tais posturas. Este oportunismo da pessoa para consigo mesma é usada como ferramenta a obter sucesso na execução de sua Vontade. Ok! Pode reclamar que o Budismo e filosofias do Extremo Oriente já operam a psiquê de seus praticantes faz tempo, porém algumas restrições restringem esta operação de forma contínua, como a construção disto permanente, ou condicionar isto a um estado alterado de consciência (Samadhi). Como exemplo, Phil Hine, em seu panfleto "Chaos Servitors, a User Guide", escreve sobre a personalidade:

"Eu prefiro a analogia de si como uma cidade-entidade orgânica, onde algumas partes são mais proeminentes do que outras, onde existem túneis e esgotos escondidos, e onde os níveis menores carregam energias vitais para edifícios. A cidade-personalidade por conta própria muda continua e crescentemente - derruba um prédio de crença, e outro volta a crescer em seu lugar".

Numa combinação de vocabulário psicanalítico e metafísico védicos com uma insistência na fundamental motivação, Austin Osman Spare passou suas teorias de magia unindo teorias psicodinâmicas do eu junto com as orientais, focadas na motivação (Vontade), como no seu "O Livro dos Prazeres":

"O 'eu' é o 'Nem-Nem', nada omite, indissolúvel, além de predisposições; dissociação da concepção de que seu próprio amor invencível é o único verdadeiro, seguro e livre... Este amor-próprio é agora declarado por mim como o meio de evoluir milhões de idéias ao prazer sem amor, ou seus sinônimos - auto-censura, doença, velhice e morte. O Simpósio da personalidade e do amor. Ó! Homem sábio, Agrade a si".

Servidores ou servos seriam uma parte da personalidade mágicka de seu criador, como se fosse cortado a partir deste. Mas pode ser além do inconsciente, indo além desta visão limitada de servos considerados como partes cortadas da Mente Profunda, em conseqüência não localizados na psique. Mas estes casos servem para demônios, anjos, amigos imaginários, poltergeists e talvez até mesmo fantasmas, como formas-pensamento.

Praticantes modernos e mais ecléticos instauraram esta prática na Magia do Caos com muito êxito, numa psicodinâmica e com servos motivacionais, além de sua própria natureza funcional e muito fáceis de serem operados. Claro que para praticantes da Magia Cerimonial Tradicional ao verem o quanto dedicaram em sua eterna busca por evocações de anjos, demônios, elementos e seres espirituais realmente ficam chocados. Isto porque a complexidade da resposta de tais convocações além de requisitarem muito tempo, recursos e estudo, têm como respostas posturas duvidosas, principalmente pela dúvida do quanto será independente após qualquer pedido. Oferecer energia para colher resultados pode ainda não ser o suficiente para o sucesso, mesmo que conceda um local legal para tais energias viverem.

Mas então o que é um Servidor?

Síndromes Motivacionais (Vontade) são fundamentais para a magia de Spare, que em sua adoção da expansão Junguiana da teoria do inconsciente de Freud teorizou a ideia de um inconsciente coletivo compartilhado por todos, transpessoal como resíduo da evolução humana. Jan Fries, apesar de não se declarar caótico, define como "Mente Profunda" o que Spare chamou de sub-consciente coletivo:

"Conhecereis a sub-consciência como um epítome de todas experiências e sabedoria, encarnações passadas como homens, animais, pássaros, vida vegetal, etc, etc, tudo o que existe, tem e sempre existirá".

Apesar de Spare e Carroll tentarem criar um vocabulário técnico a descrever fenômenos e técnicas desta origem, seria um "modelo discussional" segundo um outro mago chamado FireClown para um senso comum na linguagem mágica, mas o perfil individual dentro até mesmo das práticas cerimoniais anulou tal esforço. Sempre anulará. Mesmo que muito mais antigo que a Magia do Caos, o termo Servidor é um exemplo, que era usado mais como "servo", como na ficção de Clark Ashton Smith na década de 30, quando atualizavam as informações com os mesmos através de evocações. Carroll tentou definir como uma legião de nomes tirados de muitas culturas:. Elementais, familiares, íncubos, súcubos, Bud-vontades, demônios, atavismos, fantasmas, espíritos, entre outras, e Phil Hine já foca na criação de tais seres:

"Deliberadamente brotando em partes de nossa psique e identificando-os por meio de um nome, traço, símbolo, podemos vir a trabalhar com eles (e entender como elas nos afetam) em um nível consciente".

Então na Magia do Caos Servidores foram aceitos como uma parte da psiquê de seus praticantes, ou uma parte da Mente Profunda evocada a executar uma tarefa. Independente se existem previamente ou não, o que importa é a crença depositada nelas, a torná-los uma imagem da verdade.
Então servidores são uma primeira porta para pessoas que não tem qualquer tradição arraigada em sua família ou tradição formada pela experiência, a começarem a praticarem magia com êxito. Sim! Somos aquelas crianças que utilizavam Lego, Falcon, Pokemons ou qualquer símbolo a manifestarem nossas Vontades, assim como garotos com carteira de motorista embelezam seus veículos a causar impacto em observadoras. Claro que crianças são mais versáteis e pragmáticas, quando garotos com carteira de motoristas são objetivos e com pouco sucesso no feedback. Resultados condizentes com sua criação, sejam simples ou complexos, são seres criados a certos propósitos com existência semi-independente. No caso dos demônios a situação se torna distinta, pela dificuldade de adaptação dos mesmos, por mais que se inicie desta forma.

sábado, 6 de setembro de 2014

MEDO

Uma Poderosa Ferramenta: MEDO

Os Mitos de Cthulhu sempre foram usados pelos praticantes da Magia do Caos por sua característica individual que lhes dá grande poder: o MEDO. Invocações dos seres que compões esta egrégora são latentes desde sua criação, tangíveis numa realidade de eventos crus e intensos desde seu início. Esta história nos foi contada por alguém... Mas ela continua em construção, o que a torna digna de pavor. Mediante este fator tão relevante à nossa existência, o perfil pragmático da Magia do Caos obteve e obtém ótimos resultados na expansão dos 10 % que trancaram nossos cérebros "normais". Claro que outras crenças de outros paradigmas mantidas com grande força são suficientes a trazerem tantos resultados quanto, conforme a energia primária da condução ao sucesso enraizada na pessoa praticante. No entanto o Caos cru, latente, é mais facilmente trabalhado com estes mitos de Cthulhu.

Primeiro pela natureza destas entidades, sem características antropomórficas detalhadas, com a exceção de Nyarlathotep. Como nada pode ligá-los à humanidade nesta 'egrégora', estes personagens não humanos sem bases teriomórficas plenas, apenas algumas associações vagas como "Bode Preto com mil Filhotes" como Shub-Niggurath ou Tsathagoggua como o "sapo". Mas magos caóticos buscam sua própria interpretação destes em técnicas como o poderoso ressurgimento atávico ao regredir ou drenar uma consciência animal em si a lhe 'aproximar' da fonte do caos na própria psiquê. Ainda que seja uma incógnita onde a pessoa chegará com isso, também que seja indefinido quando a pessoa encontrará os Mitos de Cthulhu, esta incógnita não nos garante nada. H.P. Lovecraft nos da a pista no título de um conto: "A Desgraça que Veio de Sarnath". Esta ausência de forma tira a imunidade mental praticante do perfil pronto onde todo um mecanismo de defesa sub-julgaria tudo porvir. Claro que com o tempo a pessoa pode formar associações, como num filme de terror onde o monstro devora todos e o máximo que mocinhos conseguem é fazer um "escudo" para se pouparem destas energias destruidoras. Mas o exercício da imaginação a ver ou interagir com estes seres abre a mente a formar novas associações ou caminhos de raciocínio mediante a chocante exposição súbita ou brutal. Estes choques latentes produzem uma insanidade característica típica dentro do ciclo dos mitos.Além de serem criados novos canais de pensamento, estes também são criados a invalidar as formas de pensamento antes detidas, ou abrem a chave de um mistério na tua mente. Magos Caóticos aproveitam esta reorganização de pensamentos e raciocínios como um ato deliberado em sua mente como revolta contra a sua própria natureza.
Kenneth Grant e outros postularam que este outro universo atingido poderia ser definido como Universo B, no entanto a assimilação dos mitos de Cthulhu com outros seres deste outro universo é nula, portanto incontrolável. Esta postura assustadora é em si o mesmo argumento pelo qual tanto tempo sustentaram-se deuses gregos como assustadores e inefáveis impronunciáveis ao universo alternativo. Então fica a pergunta se este é o mesmo "Universo Alternativo" que residem todos os mitos. Ao aceitarmos esta distinção dos mitos, agora em saber comum e até acadêmico tão usado pela psicologia, entramos num ad infinitum de universos igualmente incompatíveis uns com os outros numa conceituação de egrégoras. Será?

Bem vindos ao mundo onde qualquer humano ainda não ousou desvendar!!! Entramos no mundo muito próximo do ser humano, no entanto desconhecido. Próximo porque é o mesmo que pessoas sensitivas declaram partilhar comunicações constantes e, por vezes unidas, com seres de diferentes mitologias, gregas, nórdicas, sumérias ou outras, mas desconhecidas porque este mar de valores misturados funciona, em plena confusão acadêmica. Conforme interpretado por alguns braços esticados (até desligados) da psicologia, a mediunidade humana seria uma máscara à interpretar a realidade de seus sentimentos, enquanto magos caóticos usam esta mistura em seu próprio benefício e vão bem, obrigado. Como na minha obra "Grimório Necronomicon" a maioria dos mitos é apenas dedilhada, abrindo as portas para que praticantes usem estes mitos à seu favor, para acadêmicos que se cagaram de medo dediquei uma vacina de realidade no outro livro "Magia de Marduk" para que na escuridão de suas noites possam abraçar seus travesseiros e assimilarem seus consolos da forma que mais lhes convir. No entanto magos caóticos utilizarão todos potenciais multiversos do Grimório num único todo como a somatória de possíveis resultados de cada conjunto de circunstâncias. Resumidamente, nosso mar de Caos incorpora também este conjunto de universos, ou multiversos, no qual passamos também a vivermos plenos de êxtase ilimitados a sentirmos esta constante latência subjacente de poder mutante, móvel, evolutivo, ou o que for! Ainda que num futuro próximo quebrem a jaula do presente a viajarmos instantaneamente no tempo, nossa mente divaga entre todos Aeons.

Mas calma! Ao invés de transformar este Caos tão vibrante num medo eterno da pergunta sobre quantas faces estes universos tem, ou qual seu número, tenha praticidade em teus atos, principalmente com os Mitos de Cthulhu. Entramos então na terceira razão pela qual magos do Caos usam estes mitos, a fonte inesgotável de energia renovável. Caso naturistas quisessem de fato trazer fonte inesgotável de energia renovável trabalhariam com Magia Caótica... Mas tudo bem, deixem que nesta praia de Cthulhu entraremos despidos de nossas crenças prévias ao horror de naturalistas. Nossa fonte de energia é o elevado e consciente medo que muitos praticantes têm deste paradigma. Algumas pessoas em particular detém tanto medo de operar com estes seres que chegam ao pânico! Tornam estes seres um "tabu" ou os proíbem, tornando-os fora do aceitável ou normal. Sim! Parece o "Lorde Voldemort" trazendo medo a todos exceto... Harry Potter! Nesta fábula fica latente o quanto o medo institucionalizado fez todos se ajoelharem cada vez mais ao defunto dando-lhe poder, exceto ao caótico Harry Potter que encarou seus medos e os viveu. Agradecemos quem sustente Mitos de Cthulhu, pois seu medo é nossa indireta diversão, assim como o que é "tabu" ou "proibido" adquire poder quanto mais medo trouxer sobre o aceitável ou normal. Fora do senso comum amedronta de tamanha forma por exemplo a Fraternidade Branca, que seu terror os proíbe até mesmo de dizerem seus nomes em voz alta, então estes são uma fonte de poder aos Mitos de Cthulhu.

A quarta razão de usarmos os Mitos de Cthulhu é o conceito de risco e propósito maligno. Ai que distinguimos a Magia de um ritual religioso, quando apresenta riscos. A pantomima sombria tem um propósito que, ao abordar este paradigma em específico, supões que o mago considere o argumento de que os Mitos de Cthulhu trocam energia e recursos com as bolsas de energia externas trazendo para o caos potencial que pode destruir, ampliar as rachaduras ao redor das bordas do universo e o deixar em mais caos. A ideia usada que seu objetivo final é explodir fora do abismo e reorganizar a sanidade de todos durante o processo de escravização do planeta inteiro, varrendo-o de vida e, em seguida, fazendo o que quiserem, assim como já fizeram isso.

Se você pode realmente se convencer de que na próxima vez que operar com uma egrégora deste paradigma, de que pode ser a última vez permitida à humanidade viver com a livre vontade neste planeta, o medo nervoso resultante pode realmente se tornar uma experiência gnóstica. Como alternativa a perspectiva de perder definitivamente a sua sanidade e correr nu pela rua a devorarem velhinhas e seus carrinhos de compras também pode fornecer a ponta de medo necessário. Não é legal considerar boas entidades perigosas, mas só a partir da perspectiva que nos faz querer trabalhar mais com elas.

sexta-feira, 5 de setembro de 2014

Como funciona Magia Caótica

Cada época possui seu respectivo método de aplicar magia, presumindo-se que tecnologia deveria facilitá-los. Lembro que todas, cada qual em sua época, nada mais são do que linguagens de com ocada praticante vê a sua realidade. Diversos Sistemas de Magia, em sua totalidade, sempre coexistiram, o que mudou é a ênfase que se dá a cada Modelo em determinadas circunstancias.
Mas estas abordagens não passam de ilustrações de processos reais, embora de grande utilidade. Alguns modelos apresentados a seguir podem ser meios para a compreensão das possibilidades aos Sistemas de Magia mais conhecidos, em vez de explicações finais e definitivas.

•       O Modelo Espiritual
•       O Modelo da Energia
•       O Modelo Psicológico
•       O Modelo Informático
•       O Meta-Modelo

O Modelo Espiritual

Este é provavelmente o mais antigo Modelo da Magia, embora talvez tenha surgido logo depois ou simultaneamente com o Modelo da Energia. Podemos achá-lo por todo o planeta, em culturas xamânicas assim como nos fundamentos básicos de algumas das grandes religiões. A premissa deste Modelo é a suposição da existência de agentes autônomos do além. O xamã ou sacerdote aprende como participar dessa outra realidade de forma espontânea e intencional, por conhecer seus costumes, linguagem especifica e ter feito amizades. Nesse toda Magia é realizada pelo intermédio desses agentes, percebida como qualquer efeito “sobrenatural” causado por essas entidades que geralmente são invisíveis, e a função do adepto é a de transformar sua vontade em realidade, por meio de preces, troca, ou talvez até ameaças, na aplicação de determinação e versatilidade intelectual. Modelo prevalecente nos estilos tradicionalistas ou dogmáticos até os dias atuais, como Franz Bardon e John Dee.
O Além possui sua geografia própria coexistente com lugares da vida cotidiana. A chave para acessá-lo é por meio de estados de consciência alterado, uso de substâncias controladas, ou êxtase místico como especialidade do xamã.

O Modelo da Energia

No Ocidente foi marcado pelo Mesmerismo, pelo final do século XVIII. Anton Mesmer foi considerado pelos seus pacientes como um "fazedor de milagres", redescobriu disciplinas antigas do hipnotismo e magnetismo. Popularizou a noção de "magnetismo animal", percebida como força sutil manifesta em todo organismo, ou com amplo uso de imãs terapêuticos.
A Revolução Francesa tenha atrapalhou o movimento iniciado por Mesmer, mas suas idéias não foram perdidas. Levadas adiante por ocultistas, estes as utilizaram a desenvolverem suas teorias sobre o funcionamento da Magia. Bulwer Lytton, que postulou sobre uma energia sutil que denominou de Vril, provavelmente derivando do termo virilitas, que em latim significa "força, poder ou energia". Vitalistas da Biologia que apareceram mais ou menos ao mesmo tempo. Reichenbach, com seu Od, Eliphas Levi e sua Luz Astral e Madame Blavastky aderiu a ideia de Prana, originaria da filosofia da Yoga.  A antropologia e a etnologia descobriram o costume corrente na Polinésia da utilização do Mana e os estudiosos das tradições orientais começaram a pesquisar a noção chinesa de Ki ou Chi.
Na sua pura forma prescinde da ação de agentes transcendentais. O próprio Cosmo é algo "vitalizado" por forças ou energias invisíveis e a principal tarefa do adepto é aprender a perceber e manipular esses fenômenos. Como tudo que existe é basicamente uma manifestação natural dessa energia, a suposição da existência de um "outro plano de existência" é desnecessária. Sua chave é a percepção, utilização e controle desses fatores na meditação transcendental, ou a gnose. Suas teorias e praticas podem ser encontradas nos trabalhos de diversos autores, mas sua maior popularidade foi alcançada durante a década de 70, com o advento da chamada "Era de Aquário", que disseminou a crença em chakras e na kundalini.

O Modelo Psicológico

Desde a teoria do Sub-Consciente de Sigmund Freud de repente o ser humano era visto como um organismo apenas no controle parcial de si. Na única premissa que o sub-consciente, ou o que Carl Jung chamou de Inconsciente, fará o necessário para que a operação bem sucedida da magia, inclui o transe, auto-sugestão e a utilização de símbolos como um input sensorial seletivo. Estas ferramentas para associação e método de comunicação entre a vontade consciente e sua capacidade inconsciente que causará os efeitos na realidade.
Austin Osman Spare com seu  Alfabeto do Desejo e sua Magia de Sigilos baseou-se diretamente no Modelo Psicológico. Seu brilhante sistema pode ser compreendido como uma inversão da teoria dos complexos de Freud: ao suprimir ativamente sua vontade na forma de um símbolo gráfico e posteriormente esquecendo seu significado, ao criar um "complexo artificial" que então começa a atuar de maneira semelhante aos traumas inconscientes e suprimidos que causam o comportamento neurótico. Este é o mago programador de símbolos e de diferentes estados de consciência, não precisando de um plano de realidade transcendente nem mesmo de uma forma sutil de energia, embora na prática possa trabalhar do ponto de vista de que um ou outro e talvez ambos, existam de fato e são manipulados pelo seu inconsciente.

O Modelo Informático

Este Modelo Informático da Magia se desenvolve desde 1987 numa direção polêmica do que tomará no futuro, nas premissas:

a) Energia é cega, precisando informação a determinar o que deve ser feito. Chamadas Leis da Natureza ou ainda comandos diretos ou estatutos de vontade.

b) Informação não possui massa ou energia. Portanto mais rápida que a luz e não encontra as mesmas limitações do Espaço-tempo Continuum de Einstein, a ser transmitida ou adquirida em todos lugares de qualquer tempo. Em analogia, pode se conectar mais aos fenômenos quânticos do que a relação relativística entre massa e energia. No entanto pode aderir a algum meio, alguma organização ou a qualquer aparelho de arquivamento de memória.

A existência de um campo morfogênico como postulado por Rupert Sheldrake explica a transmissão de informação. A aplicação desse Modelo em construção trouxe um Sistema de Magia designado de Cyber-Magia, derivado de "cybernetics", ou seja, a "ciência dos sistemas de controle". Isso ainda está em discussão, mas não aparenta ser essencial para explicação do modo como a Magia opera, pois esta não depende do estado de transe para atingir efeitos, quando o cyber-mago ativa seus próprios bancos de memória com o seu cérebro e coluna vertebral ou de outros praticantes. Esta pessoa então transfere a informação desejada de forma análoga ao comando de copy-paste, para não perder informações neste processo. Este processo de copia e transmissão permite a famosa "mala-direta astral", tão em voga hoje como os chamados 'spams', na magia esparramando programações mentais como as mensagens subliminares utilizadas por várias empresas no cinema e televisão. A base é o sistema básico de vida sempre operante, para que qualquer desta magia se concretize. Fora ou dentro de sistemas automáticos, esta técnica exige domínio dos efeitos da kundalini auxiliados por yoga e meditação a ser utilizado na mesma. Apesar de molde moderno, muitos gurus antigos já usavam deste procedimento para transmissão de todo seu conhecimento a um adepto antes de sua morte, por longa meditação em parceria..

O Meta-Modelo de Magia

A magia do Caos nasceu para soltar as rédeas de um grande potencial mágicko acumulado por eras do que o ser humano era e negou ser: Livre.
Nada é Verdadeiro, e Tudo é Permitido” serviu como gatilho ao lançamento de muitos magos e magas moribundos, semi-mortos  pendurados sobre pirâmides de poder ancestrais. Ok... Vão me lembrar de que "os métodos mais simples são geralmente os mais efetivos" numa possível relação... Pode ser, assim como usar sempre o modelo mais adequado aos seus objetivos. Mas isto não implica que use somente um método.
Cada necessidade traz origem a um novo método e, diante das circunstâncias, a mesma necessidade pode trazer novas atitudes. Mas ao escolher os métodos para formar a ritualística escolhida, considere o tempo também.
Outro fator de grande importância é o tempo. Enquanto os rituais tradicionais realizados de acordo com o Modelo Espiritual podem durar dias ou mesmos meses para se completarem, operações contextualizadas no Modelo da Energia nunca levam mais do que algumas horas. Caso considerarmos as técnicas de sigilização de Austin Osman Spare, adaptadas estritamente ao Modelo Psicológico, qualquer operação mágicka pode ser completada em poucos minutos.  No Modelo Informático, no entanto, esses rituais podem ser feitos instantaneamente, tanto melhor se forem espontâneos e involuntários.
Tentarei considerar os aspectos principais de cada Modelo e assim abordar hipóteses de união entre estes, apesar das diferenças.
No Modelo Espiritual as causas, ou energias trabalhadas são seres ou entidades com os quais o xamã ou adepto trabalhará a obter as reações necessárias. Devidamente realizada a atividade, a pessoa xamá conseguirá sua meta.
No Modelo da Energia é tudo energia, onde toda a atitude de seus praticantes gira ao redor do equilíbrio destas várias energias que formam o ser humano.
No Modelo Psicológico as atividades são voltadas ao interior da pessoa afetada para que esta consiga seu sucesso.
No Modelo Informático reflete bem o sistema de energia, mas olhado sob o prisma psicológico. Pode chamar este de sistema "sincronizado", que até vale considerar isto. Parece um pouco com o velho "pir-lim-pin-pin", ou com a pílula que o Neo toma para sair de matrix, onde tudo se resolve num piscar de olhos, mas de fato este modelo engloba conceitos psicológicos de impacto com as fontes do Modelo de Energia, mas sob comandos automáticos.
No Meta-Modelo as atividades são escolhas particulares de seus praticantes, e o mecanismo é um encaixe de valores conforme os paradigmas aceitos pela pessoa. Parecido com o modelo informático, onde se unem conceitos psicológicos com os de energia, no Meta-Modelo a prática é mais ampla. Embora muito simples, está longe de ser ultraje ao relativismo implícito no Meta-Modelo. Todos modelos são línguas diferentes para dizerem a mesma coisa, então quanto mais tempo dedicar a explicar algo para alguém que não quer entender outros modelos, mais perdidos estará.

quinta-feira, 4 de setembro de 2014

Método Caótico

"Cultura não é tua amiga. Cultura serve para a conveniência das outras pessoas e de instituições, igrejas, empresas, uma série de esquemas a te possuir. Ela te insulta. Ela exerce poder sobre você, ela usa e abusa de você. Nenhum de nós somos bem tratados pela cultura... A cultura é uma perversão. Ela fantasia o objeto, cria pessoas maníacas pelo consumo, ela sacramenta formas de falsa felicidade, infindáveis falsas formas de compreenssão, muitas formas de religiões suínas e cultos tolos, convida as pessoas a se imaginarem diminuídas e se desumanizarem por comportamentos similares ao de máquinas a processarem algo"...
Terence McKenna

Cada praticante da Magia do Caos tem seu próprio discurso de rebeldia, uns preferem falar, outras pessoas já estão despreocupadas com isso. Claro que temos limites, por isto queremos vivê-los, numa conspiração constante para sempre mudar. Afinal o conformismo impossibilita qualquer magia.

Ainda assim sempre existem brechas na realidade nas quais pessoa praticantes do Caos podem encontrar lacunas a depositarem seu sêmen de sucesso, a contornar o rumo dos eventos e consolidar sua vontade. Assim como advogados encontram brechas na lei a convencer o jurado de um julgamento pela inocência ao seu réu, usamos as mesmas brechas na realidade a convencermos o destino pelos nossos argumentos. Deu para perceber que que nossos argumentos precisam ser bem fortes à nossa consciência. Ou não.

Mas como convenceríamos nossa consciência de algo distinto a tudo o que foi implantado nela? Pela Gnose. Isto não é diferente de qualquer praticante dogmático, a distinção é que de tanto perseguirem seus dogmas, muitas vezes acabam condenando a meta pela qual fizeram a magia. Tantos esquemas, tanta complexidade quando muitas vezes decisões simples causam enormes mudanças. Os sábios hebreus têm um ditado que vale a qualquer um:

"As melhores respostas são as mais simples".

Pois é! Praticantes da magia caótica praticam isso. Ao invés de nos embriagarmos com as regras que inventaram a nos confinar, vivemos as que a realidade nos impõe, de ação, reação e suas respectivas responsabilidades. Assim, como ao aceitarmos os nossos erros para nos aperfeiçoarmos, podemos errar até a técnica utilizada ser um ritual com o devido pragmatismo. Isto é complexo de se atribuir quando fugimos do tempo no conceito linear, portanto guardo aqui apenas a consideração linear, do passado, presente e futuro. O Efeito Borboleta é muito importante principalmente para uso na Psicologia, com resultados imensamente proveitosos, no entanto enquanto a física se limitar à luz, esgota suas possibilidades de compreensão. Tudo bem, processamos a informação do que adotarmos um dogma..

Ao expandirmos além do binário certo e errado, surfamos por entre ciclos do tempo infinito. Ao chegarmos e ultrapassarmos a história que te contaram, entramos e exploramos gostoso esta gnose do vazio, onde nos deparamos no espaço entre o zero e o um, onde nossas emoções confrontam-se com tudo dentro e fora de nós. Esvaziamos nosso sub consciente além de uma Realidade Consensual, além de palavras e suas aproximações inúteis, além de uma verdade absoluta. Muito se confunde quando se aplicam mitologias relacionada num confronto entre ilusão e realidade, mas a Magia do Caos tem outro foco. Procuramos usá-las do que explicá-las.

Ai que entra a característica de que nossa magia é individual, mas unimos estas individualidades a atingirmos nossas metas. Ao invés de nos separarmos pelas diferenças, nos unimos pela semelhança, que são as metas comuns, conforme lembro no lema do Rito da Caosfera:

O nosso nome é Legião.
É dividido que nós devemos existir
Não deixe que ninguém detenha todo o poder
Nós somos de todos os deuses e demônios 

Acabei de te convidar.

quarta-feira, 3 de setembro de 2014

Cyberkaos

Tesla di Murbox - 3 / 9 / 2014

A concepção de que o "Caos é verdadeiro" abrange todas as loucuras sim, mas nem por isso ignora as ações, reações e suas respectivas responsabilidades. Como ter a chance de apostar na mega sena te faz participar desta brincadeira de fato, independente de ganhar ou não. Faça loucuras que terá as mesmas responsabilidades, como por exemplo que entrará com o corpo despido na água sem se molhar. As chances são muito baixas quando não participar de uma excursão dentro de um submarino. 

Presumindo que você saiba nadar, ao experimentar toda a magnanimidade caótica isto é assustador de fato no seu primeiro impacto, mas ao se acostumar e manter a lida com este caos perceberá que ele também é divino. Isto implica num absurdo de que magos e magas caóticos são "do bem"? Também que somos do "mal"? A realidade dos fatos é nosso testemunho prévio de que tanto faz. Buscamos o sucesso de nossas atividades independente do que falarão sobre... Aliás a grande vantagem da prática caótica é que quando a julgadora sabe que você a pratica é porque você já a fez e a pessoa ainda vai escolher qual divindade abençoará seus próprios dogmas. Chamem-nos de feiticeiros, magos, xamãs ou a porcaria de definição, já foi. Isso! Acabou de passar uma magia zumbindo de um servidor pela tua porta e você nem viu! 

Percepções dogmáticas conflitantes atrapalham muito nossa vida, principalmente quando somos jovens, a causarem até mesmo suicídio em pessoas com o processamento de suas identidades avariado. Então a Magia do Caos cada caso conforme os dogmas que travam a pessoa... Ou não. Como diz o ditado: "Cada macaco no seu galho", então muitas vezes ele quebra e, antes de nos espatifarmos no chão, à prática caótica nos orienta à precaução de usarmos uma corda de "body jumping" para evitar maiores transtornos.

Mas a grande vantagem da Magia caótica é que, mesmo a praticando na solidão, podemos nos unir a outras pessoas praticantes a realizarmos magia pelas mesmas metas. Independente se a pessoa cultua Alá, Satã, Zulu, Deus, Zeus ou o que for, ESTAMOS SEMPRE JUNTOS! Então a egrégora que foi feita está além das quatro paredes de uma ordem qualquer, está em nós.

Muitos se empolgaram com o filme "Matrix" e colocaram a realidade com bases naquele contexto. Ainda que diferente do livro "Cyberdrome" que deu origem à ideia de realidade paralela, que no Chaos ativaríamos esta concepção, mas como não fizeram parte 4, parte 5 ou mais, a ideia foi engavetada nos grupos mais ativos de praticantes. De fato o tempo não existe e em algumas décadas será possível estourar os conceitos de relatividade de Einstein, caso nenhum ditador liquide o direito de livre pensamento. Mas até lá temos muito sucesso a desenvolver com o caos dentro de nós.

Regojize-se. Somos bons e maus, mas até explicar isto para quem acorrentou seus olhos pouca coisa mudará. Bola para frente.

terça-feira, 2 de setembro de 2014

Magia do Caos: A arte de surfar


Ao analisarmos Magia e Física na ciência de hoje assumindo uma realidade física enquanto que a Magia apenas assume a ilusão da física enquanto realidade. A projeção da Magia do Caos, enquanto 'surfa' na contínuo inconsciente da existência, atua até a execução de suas metas e, só então, liberar a atenção consciente a cristalizar um resultado pretendido.
Não significa que a Magia subestime o mundo material como algumas religiões e a palavra "ilusão" sem uma conotação negativa, pois no final das contas tudo é ilusório. Várias tentativas de revelar esta ilusão material no último milênio, como a de Johnstone proposta em 1970, de que  o mundo é uma espécie de realidade virtual.

O Modelo

Enquanto o surfista pega o mar pronto, conforme sua maré, praticantes da magia do caos modelam suas ondas para surfar conforme seu credo. Numa visão moderna mais objetiva que a dos anciões da magia caótica, em específico Ramsey Dukes, nossa maré de ilusões também pode possuir as características da situação e da meta, do que uma maré ao acaso.
'Sopas de informações' é uma evolução contínua do universo, geralmente em ciclos, dos quais podemos formar conceitos, oriundos da 'sopa química' primordial
A ideia básica por trás do ocultismo é que o universo tende a evoluir de ‘sopas de informação'  e internamente se estruturar em sistemas da mesma maneira que as formas de vida inteligente nasceram da "sopa química" primordial. Neste emaranhado de átomos perambulando para lá e para cá, complexos ou não, alguns em sobrevivência outros já para reciclagem, usamos os modelos de informações para obtermos vantagens na sobrevivência. Reparou que nestes 10 minutos nenhum leão te atacou? Apesar da ilógica destruição do nosso próprio habitat, que neste padrão cedo ou tarde provocará a auto-destruição da humanidade, criamos manuais da realidade transformados a cada momento a hipoteticamente nos gerir. Estruturas de informações modelam um universo interior e exterior com leis consistentes a processarem estas sopas na nossa mente, teoricamente para .competir melhor enquanto processa a sopa de informações.
Ao considerarmos outras dimensões espaciais  como a do tempo, podemos evoluir a conter nossos próprios processadores internos de informação. Assim como a humanidade recicla dejetos para produzir energia em alguns municípios, podemos evoluir certas partes ou características únicas em benefício de nosso todo a ponto de criarmos nosso próprio universo interior.
A separação do macro e do micro cosmo interagem um ao outro de formas variadas, assim como em nossas consciências intercedemos no todo de forma distinta, nossos atos sempre serão limitados pelas suas consequências, na velha ação e reação. No I Ching encaixaram .estes princípios no Ying e Yang, em múltiplos de oito e sessenta e quatro.
Sob níveis de experiência o macrocosmo é o processador de informação, depois há os universos interiores que se manifestam gradualmente por meio de contínuas equações matemáticas. Mas por terceiro somente os microcosmos conscientes só experimenta como informação binária.
Assim, o físico que quer determinar por qual buraco um photon enviado passa só poderá fazer isso destruindo a continuidade ondulatória da luz, como referência a famosa Experiência da Dupla Fenda proposta por Thomas Young, por mais que este modelo tenta evitar o argumento de Penrose em "Sombras da mente", porque coloca a consciência não dentro de um programa algorítmico, mas na relação deste programa microcósmico com o macrocosmo que o contém.
Aceitar que a Magia funciona é o princípio básico a operá-la ao mergulhar em qualquer mar de concepções e enfrentar suas turbulências das possibilidades até que possa curtir a calmaria de uma maré mansa. Mas o bom senso de que não permaneceremos numa situação de projeção ritual contínua nos orienta a encerrarmos um ritual projetado no universo com o banimento. Esta tradição tem uma função maior do que apenas "banir", mas indicar que a operação foi concluída e que o universo opera a finalidade desejada, sem te obrigar a puxar a orelha dele novamente. Também claro que limpa a pessoa praticante da crença utilizada, libertando-a de uma prisão que não existe tanto da auto-glorificação como da libertação da mesma. Ai que entra o fim da magia, quando você quis, soube o que fazer e agora se cala.

segunda-feira, 1 de setembro de 2014

CAOS QUÂNTICO

A física quântica abriu as portas científicas para novos conceitos caóticos de realidades distintas às concepções e teorias prontas. Experimentos controlados em laboratório arrombam as paredes comprimidas da Teoria da Relatividade com novas dimensões além do espaço e tempo. O modelo quântico da aleatoridade entre as posições das ondas-partículas subatômicas, até possibilitou encaixar a "partícula-deus". Estes pedaços existenciais menores que o átomo têm suas atividades caracterizadas por ondas ou partículas a novamente engavetarmos matéria e agora também energias.como os fótons.

Ainda que a física quântica seja um novo paradigma de regras, de leis, uma onda-partícula continua livre de conceitos a medi-las, ainda que possamos interferir pela ação e reação a buscarmos certos resultados às nossas ações. Pouco importa sua medição na magia, mesmo porque a própria medição é uma interferência em sua realidade, no seu real estado. Assim como a ciência tenta achar variantes da camada de ozônio como uma energia particularmente química, existem uma série de fatores biológicos, ou mais ecológicos, envolvidos nisso que a mídia desconsidera, achando que somente máquinas de combustão são responsáveis por toda a desgraça. O etanol das fezes de muitas culturas agrícolas como suínos, bovinos, ovinos, etc...  de um destes seres (ou muitos) aqui na Terra causará um abalo na constelação de Sírios? Muuuuuuu, mas estes animais não pedirão licença para sua evacuação. Claro que existem os sábios que utilizam suas criações para produzirem energia e até vendê-la! Fodam-se os fótons! Mas a necessidade do planeta também é urgente a fracionarmos os efeitos desta enorme atitude mecânica na agricultura já instalada à séculos CONTRA a camada de ozônio a remodelá-la reverterá um bom percentual transformando biogás (metano) em dióxido de carbono. Não te falaram? O biogás é obtido a partir da decomposição da matéria orgânica (biomassa). A biomassa é colocada dentro do biodigestor, onde através da digestão e fermentação das bactérias anaeróbicas é transformada em um gás conhecido como metano. Esse tipo de bactéria não precisa de ar para sobreviver, por isso o ambiente tem que ser o mais vedado possível. Um metro cúbico (1 m³) de biogás equivale energeticamente a 1,5 m³ de gás de cozinha; 0,52 a 0,6 litro de gasolina; 0,9 litro de álcool; 6,4 KWh de eletricidade (total questionável pela tecnologia implantada).

Mas o crescimento da demanda da energia é como a inflação, só cresce depois que um país implanta tecnologia para sustentar sua sobrevivência, mas qualquer pessoa sã sabe que esta demanda crescente não se resolverá transformando as cidades em "novas Venezas" para implantar novas hidrelétricas, como a hidrelétrica de Monte Belo no Norte do Brasil. Mesmo porque qualquer economista novato ao analisar o custo x benefício da reversão destes pólos agrícolas consumidores de energia em produtores, além de reverterem a demanda a zerarem sua carência nestes locais, tornam-se fornecedores com custo baixíssimo ao estado. Num paralelo ao que Aleister Crowley falou, "cada ser é uma estrela", cada empresa (fazenda) se tornará uma fonte de equilíbrio ECONÔMICO, mediante a redução de seus custos energéticos para até implantar nestes estabelecimentos seu desenvolvimento mecanizado, redução da emissão de etanol (componente do metanol que fode com a camada de ozônio), e ainda a possibilidade de fornecimento às redes elétricas muito mais próximos das metrópoles do que no Brasil hidrelétrica que se deu no meio da Amazônia!!! Mas assim como o governo maquia o altíssimo custo desta cagada, quando compra o megawatt à R$ 700,00 do mercado privado e vende ao povo por R$ 150,00 , nem passando Mantega nos números engolimos que a energia permanecerá nos valores atuais muito tempo.

Que Caos criado no Brasil, né? Mas dentro da física quântica este caos existe e vai bem, obrigado. Ele não é vermelho não, ou não precisa ser, mas possui efeitos surpreendentes, justamente por não o compreendermos num todo, tal qual as partículas subatômicas na Física Quântica. Justamente pela Magia do Caos ser cética, pragmática, cria-se uma quinta dimensão que engloba esta energia latente no todo, também no ser humana chamada Caos, que decide os resultados das probabilidades nas outras quatro dimensões.

Mais uma dimensão? Tenho de voltar para a professora de física? Aiiiiii!!!! Deste jeito tem que implementar este conceitos no meu cérebro nem que seja por meio do INCONSCIENTE COLETIVO... Ops... Psicologia também? Fudeu ao quadrado? Calma! Antes que possa colocar qualquer realidade num contexto palpável, ou apalpar o bumbum de qualquer teoria a encaixar os mastros do "eu sei" acabou de passar uma mudança... Outra! Então já Elvis! Está tudo escrito nos registros akáshicos, não se preocupe que, mesmo que não saiba como tudo isto aconteceu, ou porque uma fada madrinha passou e você nem sentiu o cheiro dela, relaxa... Pois o caos também é informação indescritível, por isso estas informações podem ser modificadas. Ai falamos de magia do Caos.

O inconsciente funciona como porta à quinta dimensão aonde podemos obter informações; e assim nos explicarmos todo o tipo de percepção extra-sensorial, ou inseri-las, ou não, para causar todo tipo de alteração da realidade através da magia. Mas vamos lá considerar a Quinta Dimensão. Assim como abrimos um buraco na mente durante o êxtase, esta é uma faceta caótica humana entre outras, numa fusão absoluta da mente, mesmo que temporariamente, com uma ideia. Como conceitos baseiam-se em idéias, jogamos as quatro dimensões nesta fogueira para bailarmos ao redor ou dentro mesmo. Então ao abraçarmos a Magia do Caos também nos damos a liberdade de influenciar as quatro dimensões para alterar as probabilidades dos eventos. "How much bigger, better!" Ou quanto maior melhor em português. Como se uma ideia na tua mente penetrasse os conceitos mais absurdos que imagine e tragam resultados, justo pela influência e distorção das probabilidades. Claro que isto gera um "Efeito Dominó", quando outros conceitos decorrentes são influenciados. Mas foda-se isto. O fato é que a profundidade da ideia em nossa mente corresponde ao quanto essa ideia modifica o mundo.

Até encaixamos a física quântica com a física de Einstein, quando ele acreditava que tudo tinha uma causa, ainda que esse universo quântico de probabilidades era inexistente na época . Então Einstein estava certo. É a quinta dimensão que dá a causa.