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domingo, 7 de setembro de 2014

Servos Caóticos

Servos Caóticos

A internet aproximou muitos praticantes da Magia do Caos para que notássemos muitas diferenças nas práticas individuais, até mesmo no mesmo panteão. Pessoas maios sábias entre nós aprenderam umas com as outras, as outras ainda reclamam que tudo está "errado". Prefiro aprender do que ensinar, e assim sugiro às demais pessoas.
Tradicionalismos à parte, o meta-modelo (já mencionado em outro blog anterior) da Magia do Caos possibilitou a criação de entidades autônomas conscientes em dimensões paralelas acessassem nossa realidade realizando comandos pré-configurados por estados alterados de consciência. Estas energias usadas por magos caóticos podem utilizar qualquer dos outros modelos juntos, a caracterizar a Magia do Caos a algo mais do que filosofia, mas também uma tecnologia para obtenção de resultados. Então a Magia do Caos como abordagem ou postura mágicka pode usar sistemas e até a ciência já existentes como caminho para resultar, por exemplo, nos SERVOS (ou Servidores).
Neste blog sobre servidores algumas questões práticas da sua criação são abordadas também a elucidar dúvidas quanto a minha obra "Magia Prática de Servidores, Gênios e Gólens".
Magos modernos, mágicos, feiticeiros caos contemporâneo e os outros usuários mágicos de servos parecem ter adotado uma visão psicodinâmica modificada de personalidade, ea maneira pela qual nos identificamos.
Praticantes modernos parecem usar servos como uma visão psicodinâmica de sua própria personalidade, para que possam mascarar a visão de sua própria identidade em "cores novas". Quando Freud e outros fundadores da psicoanálise (como Jung, Adler, etc.) sugeriram que enxergaríamos nós mesmos através do tempo, seria derivado de uma síndrome motivacional do que queremos e como conseguiremos isso, abordaram como algo fundamental ao nosso desenvolvimento.  Realmente chocaram o pensamento da época, pois os vários pré-existentes até então eram bem distintos. Então praticantes da Magia do Caos viram que estabelecer-se como se é é uma alternativa, mas irmos além é outra alternativa. Talvez entramos em outra síndrome, mas avançarmos de uma posição situacionista à personalidade nos possibilita observar nossos comportamentos dominantes em cada momento a usarmos nossa própria identidade aos nossos objetivos e transformar tais posturas. Este oportunismo da pessoa para consigo mesma é usada como ferramenta a obter sucesso na execução de sua Vontade. Ok! Pode reclamar que o Budismo e filosofias do Extremo Oriente já operam a psiquê de seus praticantes faz tempo, porém algumas restrições restringem esta operação de forma contínua, como a construção disto permanente, ou condicionar isto a um estado alterado de consciência (Samadhi). Como exemplo, Phil Hine, em seu panfleto "Chaos Servitors, a User Guide", escreve sobre a personalidade:

"Eu prefiro a analogia de si como uma cidade-entidade orgânica, onde algumas partes são mais proeminentes do que outras, onde existem túneis e esgotos escondidos, e onde os níveis menores carregam energias vitais para edifícios. A cidade-personalidade por conta própria muda continua e crescentemente - derruba um prédio de crença, e outro volta a crescer em seu lugar".

Numa combinação de vocabulário psicanalítico e metafísico védicos com uma insistência na fundamental motivação, Austin Osman Spare passou suas teorias de magia unindo teorias psicodinâmicas do eu junto com as orientais, focadas na motivação (Vontade), como no seu "O Livro dos Prazeres":

"O 'eu' é o 'Nem-Nem', nada omite, indissolúvel, além de predisposições; dissociação da concepção de que seu próprio amor invencível é o único verdadeiro, seguro e livre... Este amor-próprio é agora declarado por mim como o meio de evoluir milhões de idéias ao prazer sem amor, ou seus sinônimos - auto-censura, doença, velhice e morte. O Simpósio da personalidade e do amor. Ó! Homem sábio, Agrade a si".

Servidores ou servos seriam uma parte da personalidade mágicka de seu criador, como se fosse cortado a partir deste. Mas pode ser além do inconsciente, indo além desta visão limitada de servos considerados como partes cortadas da Mente Profunda, em conseqüência não localizados na psique. Mas estes casos servem para demônios, anjos, amigos imaginários, poltergeists e talvez até mesmo fantasmas, como formas-pensamento.

Praticantes modernos e mais ecléticos instauraram esta prática na Magia do Caos com muito êxito, numa psicodinâmica e com servos motivacionais, além de sua própria natureza funcional e muito fáceis de serem operados. Claro que para praticantes da Magia Cerimonial Tradicional ao verem o quanto dedicaram em sua eterna busca por evocações de anjos, demônios, elementos e seres espirituais realmente ficam chocados. Isto porque a complexidade da resposta de tais convocações além de requisitarem muito tempo, recursos e estudo, têm como respostas posturas duvidosas, principalmente pela dúvida do quanto será independente após qualquer pedido. Oferecer energia para colher resultados pode ainda não ser o suficiente para o sucesso, mesmo que conceda um local legal para tais energias viverem.

Mas então o que é um Servidor?

Síndromes Motivacionais (Vontade) são fundamentais para a magia de Spare, que em sua adoção da expansão Junguiana da teoria do inconsciente de Freud teorizou a ideia de um inconsciente coletivo compartilhado por todos, transpessoal como resíduo da evolução humana. Jan Fries, apesar de não se declarar caótico, define como "Mente Profunda" o que Spare chamou de sub-consciente coletivo:

"Conhecereis a sub-consciência como um epítome de todas experiências e sabedoria, encarnações passadas como homens, animais, pássaros, vida vegetal, etc, etc, tudo o que existe, tem e sempre existirá".

Apesar de Spare e Carroll tentarem criar um vocabulário técnico a descrever fenômenos e técnicas desta origem, seria um "modelo discussional" segundo um outro mago chamado FireClown para um senso comum na linguagem mágica, mas o perfil individual dentro até mesmo das práticas cerimoniais anulou tal esforço. Sempre anulará. Mesmo que muito mais antigo que a Magia do Caos, o termo Servidor é um exemplo, que era usado mais como "servo", como na ficção de Clark Ashton Smith na década de 30, quando atualizavam as informações com os mesmos através de evocações. Carroll tentou definir como uma legião de nomes tirados de muitas culturas:. Elementais, familiares, íncubos, súcubos, Bud-vontades, demônios, atavismos, fantasmas, espíritos, entre outras, e Phil Hine já foca na criação de tais seres:

"Deliberadamente brotando em partes de nossa psique e identificando-os por meio de um nome, traço, símbolo, podemos vir a trabalhar com eles (e entender como elas nos afetam) em um nível consciente".

Então na Magia do Caos Servidores foram aceitos como uma parte da psiquê de seus praticantes, ou uma parte da Mente Profunda evocada a executar uma tarefa. Independente se existem previamente ou não, o que importa é a crença depositada nelas, a torná-los uma imagem da verdade.
Então servidores são uma primeira porta para pessoas que não tem qualquer tradição arraigada em sua família ou tradição formada pela experiência, a começarem a praticarem magia com êxito. Sim! Somos aquelas crianças que utilizavam Lego, Falcon, Pokemons ou qualquer símbolo a manifestarem nossas Vontades, assim como garotos com carteira de motorista embelezam seus veículos a causar impacto em observadoras. Claro que crianças são mais versáteis e pragmáticas, quando garotos com carteira de motoristas são objetivos e com pouco sucesso no feedback. Resultados condizentes com sua criação, sejam simples ou complexos, são seres criados a certos propósitos com existência semi-independente. No caso dos demônios a situação se torna distinta, pela dificuldade de adaptação dos mesmos, por mais que se inicie desta forma.

sábado, 6 de setembro de 2014

MEDO

Uma Poderosa Ferramenta: MEDO

Os Mitos de Cthulhu sempre foram usados pelos praticantes da Magia do Caos por sua característica individual que lhes dá grande poder: o MEDO. Invocações dos seres que compões esta egrégora são latentes desde sua criação, tangíveis numa realidade de eventos crus e intensos desde seu início. Esta história nos foi contada por alguém... Mas ela continua em construção, o que a torna digna de pavor. Mediante este fator tão relevante à nossa existência, o perfil pragmático da Magia do Caos obteve e obtém ótimos resultados na expansão dos 10 % que trancaram nossos cérebros "normais". Claro que outras crenças de outros paradigmas mantidas com grande força são suficientes a trazerem tantos resultados quanto, conforme a energia primária da condução ao sucesso enraizada na pessoa praticante. No entanto o Caos cru, latente, é mais facilmente trabalhado com estes mitos de Cthulhu.

Primeiro pela natureza destas entidades, sem características antropomórficas detalhadas, com a exceção de Nyarlathotep. Como nada pode ligá-los à humanidade nesta 'egrégora', estes personagens não humanos sem bases teriomórficas plenas, apenas algumas associações vagas como "Bode Preto com mil Filhotes" como Shub-Niggurath ou Tsathagoggua como o "sapo". Mas magos caóticos buscam sua própria interpretação destes em técnicas como o poderoso ressurgimento atávico ao regredir ou drenar uma consciência animal em si a lhe 'aproximar' da fonte do caos na própria psiquê. Ainda que seja uma incógnita onde a pessoa chegará com isso, também que seja indefinido quando a pessoa encontrará os Mitos de Cthulhu, esta incógnita não nos garante nada. H.P. Lovecraft nos da a pista no título de um conto: "A Desgraça que Veio de Sarnath". Esta ausência de forma tira a imunidade mental praticante do perfil pronto onde todo um mecanismo de defesa sub-julgaria tudo porvir. Claro que com o tempo a pessoa pode formar associações, como num filme de terror onde o monstro devora todos e o máximo que mocinhos conseguem é fazer um "escudo" para se pouparem destas energias destruidoras. Mas o exercício da imaginação a ver ou interagir com estes seres abre a mente a formar novas associações ou caminhos de raciocínio mediante a chocante exposição súbita ou brutal. Estes choques latentes produzem uma insanidade característica típica dentro do ciclo dos mitos.Além de serem criados novos canais de pensamento, estes também são criados a invalidar as formas de pensamento antes detidas, ou abrem a chave de um mistério na tua mente. Magos Caóticos aproveitam esta reorganização de pensamentos e raciocínios como um ato deliberado em sua mente como revolta contra a sua própria natureza.
Kenneth Grant e outros postularam que este outro universo atingido poderia ser definido como Universo B, no entanto a assimilação dos mitos de Cthulhu com outros seres deste outro universo é nula, portanto incontrolável. Esta postura assustadora é em si o mesmo argumento pelo qual tanto tempo sustentaram-se deuses gregos como assustadores e inefáveis impronunciáveis ao universo alternativo. Então fica a pergunta se este é o mesmo "Universo Alternativo" que residem todos os mitos. Ao aceitarmos esta distinção dos mitos, agora em saber comum e até acadêmico tão usado pela psicologia, entramos num ad infinitum de universos igualmente incompatíveis uns com os outros numa conceituação de egrégoras. Será?

Bem vindos ao mundo onde qualquer humano ainda não ousou desvendar!!! Entramos no mundo muito próximo do ser humano, no entanto desconhecido. Próximo porque é o mesmo que pessoas sensitivas declaram partilhar comunicações constantes e, por vezes unidas, com seres de diferentes mitologias, gregas, nórdicas, sumérias ou outras, mas desconhecidas porque este mar de valores misturados funciona, em plena confusão acadêmica. Conforme interpretado por alguns braços esticados (até desligados) da psicologia, a mediunidade humana seria uma máscara à interpretar a realidade de seus sentimentos, enquanto magos caóticos usam esta mistura em seu próprio benefício e vão bem, obrigado. Como na minha obra "Grimório Necronomicon" a maioria dos mitos é apenas dedilhada, abrindo as portas para que praticantes usem estes mitos à seu favor, para acadêmicos que se cagaram de medo dediquei uma vacina de realidade no outro livro "Magia de Marduk" para que na escuridão de suas noites possam abraçar seus travesseiros e assimilarem seus consolos da forma que mais lhes convir. No entanto magos caóticos utilizarão todos potenciais multiversos do Grimório num único todo como a somatória de possíveis resultados de cada conjunto de circunstâncias. Resumidamente, nosso mar de Caos incorpora também este conjunto de universos, ou multiversos, no qual passamos também a vivermos plenos de êxtase ilimitados a sentirmos esta constante latência subjacente de poder mutante, móvel, evolutivo, ou o que for! Ainda que num futuro próximo quebrem a jaula do presente a viajarmos instantaneamente no tempo, nossa mente divaga entre todos Aeons.

Mas calma! Ao invés de transformar este Caos tão vibrante num medo eterno da pergunta sobre quantas faces estes universos tem, ou qual seu número, tenha praticidade em teus atos, principalmente com os Mitos de Cthulhu. Entramos então na terceira razão pela qual magos do Caos usam estes mitos, a fonte inesgotável de energia renovável. Caso naturistas quisessem de fato trazer fonte inesgotável de energia renovável trabalhariam com Magia Caótica... Mas tudo bem, deixem que nesta praia de Cthulhu entraremos despidos de nossas crenças prévias ao horror de naturalistas. Nossa fonte de energia é o elevado e consciente medo que muitos praticantes têm deste paradigma. Algumas pessoas em particular detém tanto medo de operar com estes seres que chegam ao pânico! Tornam estes seres um "tabu" ou os proíbem, tornando-os fora do aceitável ou normal. Sim! Parece o "Lorde Voldemort" trazendo medo a todos exceto... Harry Potter! Nesta fábula fica latente o quanto o medo institucionalizado fez todos se ajoelharem cada vez mais ao defunto dando-lhe poder, exceto ao caótico Harry Potter que encarou seus medos e os viveu. Agradecemos quem sustente Mitos de Cthulhu, pois seu medo é nossa indireta diversão, assim como o que é "tabu" ou "proibido" adquire poder quanto mais medo trouxer sobre o aceitável ou normal. Fora do senso comum amedronta de tamanha forma por exemplo a Fraternidade Branca, que seu terror os proíbe até mesmo de dizerem seus nomes em voz alta, então estes são uma fonte de poder aos Mitos de Cthulhu.

A quarta razão de usarmos os Mitos de Cthulhu é o conceito de risco e propósito maligno. Ai que distinguimos a Magia de um ritual religioso, quando apresenta riscos. A pantomima sombria tem um propósito que, ao abordar este paradigma em específico, supões que o mago considere o argumento de que os Mitos de Cthulhu trocam energia e recursos com as bolsas de energia externas trazendo para o caos potencial que pode destruir, ampliar as rachaduras ao redor das bordas do universo e o deixar em mais caos. A ideia usada que seu objetivo final é explodir fora do abismo e reorganizar a sanidade de todos durante o processo de escravização do planeta inteiro, varrendo-o de vida e, em seguida, fazendo o que quiserem, assim como já fizeram isso.

Se você pode realmente se convencer de que na próxima vez que operar com uma egrégora deste paradigma, de que pode ser a última vez permitida à humanidade viver com a livre vontade neste planeta, o medo nervoso resultante pode realmente se tornar uma experiência gnóstica. Como alternativa a perspectiva de perder definitivamente a sua sanidade e correr nu pela rua a devorarem velhinhas e seus carrinhos de compras também pode fornecer a ponta de medo necessário. Não é legal considerar boas entidades perigosas, mas só a partir da perspectiva que nos faz querer trabalhar mais com elas.

sexta-feira, 5 de setembro de 2014

Como funciona Magia Caótica

Cada época possui seu respectivo método de aplicar magia, presumindo-se que tecnologia deveria facilitá-los. Lembro que todas, cada qual em sua época, nada mais são do que linguagens de com ocada praticante vê a sua realidade. Diversos Sistemas de Magia, em sua totalidade, sempre coexistiram, o que mudou é a ênfase que se dá a cada Modelo em determinadas circunstancias.
Mas estas abordagens não passam de ilustrações de processos reais, embora de grande utilidade. Alguns modelos apresentados a seguir podem ser meios para a compreensão das possibilidades aos Sistemas de Magia mais conhecidos, em vez de explicações finais e definitivas.

•       O Modelo Espiritual
•       O Modelo da Energia
•       O Modelo Psicológico
•       O Modelo Informático
•       O Meta-Modelo

O Modelo Espiritual

Este é provavelmente o mais antigo Modelo da Magia, embora talvez tenha surgido logo depois ou simultaneamente com o Modelo da Energia. Podemos achá-lo por todo o planeta, em culturas xamânicas assim como nos fundamentos básicos de algumas das grandes religiões. A premissa deste Modelo é a suposição da existência de agentes autônomos do além. O xamã ou sacerdote aprende como participar dessa outra realidade de forma espontânea e intencional, por conhecer seus costumes, linguagem especifica e ter feito amizades. Nesse toda Magia é realizada pelo intermédio desses agentes, percebida como qualquer efeito “sobrenatural” causado por essas entidades que geralmente são invisíveis, e a função do adepto é a de transformar sua vontade em realidade, por meio de preces, troca, ou talvez até ameaças, na aplicação de determinação e versatilidade intelectual. Modelo prevalecente nos estilos tradicionalistas ou dogmáticos até os dias atuais, como Franz Bardon e John Dee.
O Além possui sua geografia própria coexistente com lugares da vida cotidiana. A chave para acessá-lo é por meio de estados de consciência alterado, uso de substâncias controladas, ou êxtase místico como especialidade do xamã.

O Modelo da Energia

No Ocidente foi marcado pelo Mesmerismo, pelo final do século XVIII. Anton Mesmer foi considerado pelos seus pacientes como um "fazedor de milagres", redescobriu disciplinas antigas do hipnotismo e magnetismo. Popularizou a noção de "magnetismo animal", percebida como força sutil manifesta em todo organismo, ou com amplo uso de imãs terapêuticos.
A Revolução Francesa tenha atrapalhou o movimento iniciado por Mesmer, mas suas idéias não foram perdidas. Levadas adiante por ocultistas, estes as utilizaram a desenvolverem suas teorias sobre o funcionamento da Magia. Bulwer Lytton, que postulou sobre uma energia sutil que denominou de Vril, provavelmente derivando do termo virilitas, que em latim significa "força, poder ou energia". Vitalistas da Biologia que apareceram mais ou menos ao mesmo tempo. Reichenbach, com seu Od, Eliphas Levi e sua Luz Astral e Madame Blavastky aderiu a ideia de Prana, originaria da filosofia da Yoga.  A antropologia e a etnologia descobriram o costume corrente na Polinésia da utilização do Mana e os estudiosos das tradições orientais começaram a pesquisar a noção chinesa de Ki ou Chi.
Na sua pura forma prescinde da ação de agentes transcendentais. O próprio Cosmo é algo "vitalizado" por forças ou energias invisíveis e a principal tarefa do adepto é aprender a perceber e manipular esses fenômenos. Como tudo que existe é basicamente uma manifestação natural dessa energia, a suposição da existência de um "outro plano de existência" é desnecessária. Sua chave é a percepção, utilização e controle desses fatores na meditação transcendental, ou a gnose. Suas teorias e praticas podem ser encontradas nos trabalhos de diversos autores, mas sua maior popularidade foi alcançada durante a década de 70, com o advento da chamada "Era de Aquário", que disseminou a crença em chakras e na kundalini.

O Modelo Psicológico

Desde a teoria do Sub-Consciente de Sigmund Freud de repente o ser humano era visto como um organismo apenas no controle parcial de si. Na única premissa que o sub-consciente, ou o que Carl Jung chamou de Inconsciente, fará o necessário para que a operação bem sucedida da magia, inclui o transe, auto-sugestão e a utilização de símbolos como um input sensorial seletivo. Estas ferramentas para associação e método de comunicação entre a vontade consciente e sua capacidade inconsciente que causará os efeitos na realidade.
Austin Osman Spare com seu  Alfabeto do Desejo e sua Magia de Sigilos baseou-se diretamente no Modelo Psicológico. Seu brilhante sistema pode ser compreendido como uma inversão da teoria dos complexos de Freud: ao suprimir ativamente sua vontade na forma de um símbolo gráfico e posteriormente esquecendo seu significado, ao criar um "complexo artificial" que então começa a atuar de maneira semelhante aos traumas inconscientes e suprimidos que causam o comportamento neurótico. Este é o mago programador de símbolos e de diferentes estados de consciência, não precisando de um plano de realidade transcendente nem mesmo de uma forma sutil de energia, embora na prática possa trabalhar do ponto de vista de que um ou outro e talvez ambos, existam de fato e são manipulados pelo seu inconsciente.

O Modelo Informático

Este Modelo Informático da Magia se desenvolve desde 1987 numa direção polêmica do que tomará no futuro, nas premissas:

a) Energia é cega, precisando informação a determinar o que deve ser feito. Chamadas Leis da Natureza ou ainda comandos diretos ou estatutos de vontade.

b) Informação não possui massa ou energia. Portanto mais rápida que a luz e não encontra as mesmas limitações do Espaço-tempo Continuum de Einstein, a ser transmitida ou adquirida em todos lugares de qualquer tempo. Em analogia, pode se conectar mais aos fenômenos quânticos do que a relação relativística entre massa e energia. No entanto pode aderir a algum meio, alguma organização ou a qualquer aparelho de arquivamento de memória.

A existência de um campo morfogênico como postulado por Rupert Sheldrake explica a transmissão de informação. A aplicação desse Modelo em construção trouxe um Sistema de Magia designado de Cyber-Magia, derivado de "cybernetics", ou seja, a "ciência dos sistemas de controle". Isso ainda está em discussão, mas não aparenta ser essencial para explicação do modo como a Magia opera, pois esta não depende do estado de transe para atingir efeitos, quando o cyber-mago ativa seus próprios bancos de memória com o seu cérebro e coluna vertebral ou de outros praticantes. Esta pessoa então transfere a informação desejada de forma análoga ao comando de copy-paste, para não perder informações neste processo. Este processo de copia e transmissão permite a famosa "mala-direta astral", tão em voga hoje como os chamados 'spams', na magia esparramando programações mentais como as mensagens subliminares utilizadas por várias empresas no cinema e televisão. A base é o sistema básico de vida sempre operante, para que qualquer desta magia se concretize. Fora ou dentro de sistemas automáticos, esta técnica exige domínio dos efeitos da kundalini auxiliados por yoga e meditação a ser utilizado na mesma. Apesar de molde moderno, muitos gurus antigos já usavam deste procedimento para transmissão de todo seu conhecimento a um adepto antes de sua morte, por longa meditação em parceria..

O Meta-Modelo de Magia

A magia do Caos nasceu para soltar as rédeas de um grande potencial mágicko acumulado por eras do que o ser humano era e negou ser: Livre.
Nada é Verdadeiro, e Tudo é Permitido” serviu como gatilho ao lançamento de muitos magos e magas moribundos, semi-mortos  pendurados sobre pirâmides de poder ancestrais. Ok... Vão me lembrar de que "os métodos mais simples são geralmente os mais efetivos" numa possível relação... Pode ser, assim como usar sempre o modelo mais adequado aos seus objetivos. Mas isto não implica que use somente um método.
Cada necessidade traz origem a um novo método e, diante das circunstâncias, a mesma necessidade pode trazer novas atitudes. Mas ao escolher os métodos para formar a ritualística escolhida, considere o tempo também.
Outro fator de grande importância é o tempo. Enquanto os rituais tradicionais realizados de acordo com o Modelo Espiritual podem durar dias ou mesmos meses para se completarem, operações contextualizadas no Modelo da Energia nunca levam mais do que algumas horas. Caso considerarmos as técnicas de sigilização de Austin Osman Spare, adaptadas estritamente ao Modelo Psicológico, qualquer operação mágicka pode ser completada em poucos minutos.  No Modelo Informático, no entanto, esses rituais podem ser feitos instantaneamente, tanto melhor se forem espontâneos e involuntários.
Tentarei considerar os aspectos principais de cada Modelo e assim abordar hipóteses de união entre estes, apesar das diferenças.
No Modelo Espiritual as causas, ou energias trabalhadas são seres ou entidades com os quais o xamã ou adepto trabalhará a obter as reações necessárias. Devidamente realizada a atividade, a pessoa xamá conseguirá sua meta.
No Modelo da Energia é tudo energia, onde toda a atitude de seus praticantes gira ao redor do equilíbrio destas várias energias que formam o ser humano.
No Modelo Psicológico as atividades são voltadas ao interior da pessoa afetada para que esta consiga seu sucesso.
No Modelo Informático reflete bem o sistema de energia, mas olhado sob o prisma psicológico. Pode chamar este de sistema "sincronizado", que até vale considerar isto. Parece um pouco com o velho "pir-lim-pin-pin", ou com a pílula que o Neo toma para sair de matrix, onde tudo se resolve num piscar de olhos, mas de fato este modelo engloba conceitos psicológicos de impacto com as fontes do Modelo de Energia, mas sob comandos automáticos.
No Meta-Modelo as atividades são escolhas particulares de seus praticantes, e o mecanismo é um encaixe de valores conforme os paradigmas aceitos pela pessoa. Parecido com o modelo informático, onde se unem conceitos psicológicos com os de energia, no Meta-Modelo a prática é mais ampla. Embora muito simples, está longe de ser ultraje ao relativismo implícito no Meta-Modelo. Todos modelos são línguas diferentes para dizerem a mesma coisa, então quanto mais tempo dedicar a explicar algo para alguém que não quer entender outros modelos, mais perdidos estará.

quinta-feira, 4 de setembro de 2014

Método Caótico

"Cultura não é tua amiga. Cultura serve para a conveniência das outras pessoas e de instituições, igrejas, empresas, uma série de esquemas a te possuir. Ela te insulta. Ela exerce poder sobre você, ela usa e abusa de você. Nenhum de nós somos bem tratados pela cultura... A cultura é uma perversão. Ela fantasia o objeto, cria pessoas maníacas pelo consumo, ela sacramenta formas de falsa felicidade, infindáveis falsas formas de compreenssão, muitas formas de religiões suínas e cultos tolos, convida as pessoas a se imaginarem diminuídas e se desumanizarem por comportamentos similares ao de máquinas a processarem algo"...
Terence McKenna

Cada praticante da Magia do Caos tem seu próprio discurso de rebeldia, uns preferem falar, outras pessoas já estão despreocupadas com isso. Claro que temos limites, por isto queremos vivê-los, numa conspiração constante para sempre mudar. Afinal o conformismo impossibilita qualquer magia.

Ainda assim sempre existem brechas na realidade nas quais pessoa praticantes do Caos podem encontrar lacunas a depositarem seu sêmen de sucesso, a contornar o rumo dos eventos e consolidar sua vontade. Assim como advogados encontram brechas na lei a convencer o jurado de um julgamento pela inocência ao seu réu, usamos as mesmas brechas na realidade a convencermos o destino pelos nossos argumentos. Deu para perceber que que nossos argumentos precisam ser bem fortes à nossa consciência. Ou não.

Mas como convenceríamos nossa consciência de algo distinto a tudo o que foi implantado nela? Pela Gnose. Isto não é diferente de qualquer praticante dogmático, a distinção é que de tanto perseguirem seus dogmas, muitas vezes acabam condenando a meta pela qual fizeram a magia. Tantos esquemas, tanta complexidade quando muitas vezes decisões simples causam enormes mudanças. Os sábios hebreus têm um ditado que vale a qualquer um:

"As melhores respostas são as mais simples".

Pois é! Praticantes da magia caótica praticam isso. Ao invés de nos embriagarmos com as regras que inventaram a nos confinar, vivemos as que a realidade nos impõe, de ação, reação e suas respectivas responsabilidades. Assim, como ao aceitarmos os nossos erros para nos aperfeiçoarmos, podemos errar até a técnica utilizada ser um ritual com o devido pragmatismo. Isto é complexo de se atribuir quando fugimos do tempo no conceito linear, portanto guardo aqui apenas a consideração linear, do passado, presente e futuro. O Efeito Borboleta é muito importante principalmente para uso na Psicologia, com resultados imensamente proveitosos, no entanto enquanto a física se limitar à luz, esgota suas possibilidades de compreensão. Tudo bem, processamos a informação do que adotarmos um dogma..

Ao expandirmos além do binário certo e errado, surfamos por entre ciclos do tempo infinito. Ao chegarmos e ultrapassarmos a história que te contaram, entramos e exploramos gostoso esta gnose do vazio, onde nos deparamos no espaço entre o zero e o um, onde nossas emoções confrontam-se com tudo dentro e fora de nós. Esvaziamos nosso sub consciente além de uma Realidade Consensual, além de palavras e suas aproximações inúteis, além de uma verdade absoluta. Muito se confunde quando se aplicam mitologias relacionada num confronto entre ilusão e realidade, mas a Magia do Caos tem outro foco. Procuramos usá-las do que explicá-las.

Ai que entra a característica de que nossa magia é individual, mas unimos estas individualidades a atingirmos nossas metas. Ao invés de nos separarmos pelas diferenças, nos unimos pela semelhança, que são as metas comuns, conforme lembro no lema do Rito da Caosfera:

O nosso nome é Legião.
É dividido que nós devemos existir
Não deixe que ninguém detenha todo o poder
Nós somos de todos os deuses e demônios 

Acabei de te convidar.

quarta-feira, 3 de setembro de 2014

Cyberkaos

Tesla di Murbox - 3 / 9 / 2014

A concepção de que o "Caos é verdadeiro" abrange todas as loucuras sim, mas nem por isso ignora as ações, reações e suas respectivas responsabilidades. Como ter a chance de apostar na mega sena te faz participar desta brincadeira de fato, independente de ganhar ou não. Faça loucuras que terá as mesmas responsabilidades, como por exemplo que entrará com o corpo despido na água sem se molhar. As chances são muito baixas quando não participar de uma excursão dentro de um submarino. 

Presumindo que você saiba nadar, ao experimentar toda a magnanimidade caótica isto é assustador de fato no seu primeiro impacto, mas ao se acostumar e manter a lida com este caos perceberá que ele também é divino. Isto implica num absurdo de que magos e magas caóticos são "do bem"? Também que somos do "mal"? A realidade dos fatos é nosso testemunho prévio de que tanto faz. Buscamos o sucesso de nossas atividades independente do que falarão sobre... Aliás a grande vantagem da prática caótica é que quando a julgadora sabe que você a pratica é porque você já a fez e a pessoa ainda vai escolher qual divindade abençoará seus próprios dogmas. Chamem-nos de feiticeiros, magos, xamãs ou a porcaria de definição, já foi. Isso! Acabou de passar uma magia zumbindo de um servidor pela tua porta e você nem viu! 

Percepções dogmáticas conflitantes atrapalham muito nossa vida, principalmente quando somos jovens, a causarem até mesmo suicídio em pessoas com o processamento de suas identidades avariado. Então a Magia do Caos cada caso conforme os dogmas que travam a pessoa... Ou não. Como diz o ditado: "Cada macaco no seu galho", então muitas vezes ele quebra e, antes de nos espatifarmos no chão, à prática caótica nos orienta à precaução de usarmos uma corda de "body jumping" para evitar maiores transtornos.

Mas a grande vantagem da Magia caótica é que, mesmo a praticando na solidão, podemos nos unir a outras pessoas praticantes a realizarmos magia pelas mesmas metas. Independente se a pessoa cultua Alá, Satã, Zulu, Deus, Zeus ou o que for, ESTAMOS SEMPRE JUNTOS! Então a egrégora que foi feita está além das quatro paredes de uma ordem qualquer, está em nós.

Muitos se empolgaram com o filme "Matrix" e colocaram a realidade com bases naquele contexto. Ainda que diferente do livro "Cyberdrome" que deu origem à ideia de realidade paralela, que no Chaos ativaríamos esta concepção, mas como não fizeram parte 4, parte 5 ou mais, a ideia foi engavetada nos grupos mais ativos de praticantes. De fato o tempo não existe e em algumas décadas será possível estourar os conceitos de relatividade de Einstein, caso nenhum ditador liquide o direito de livre pensamento. Mas até lá temos muito sucesso a desenvolver com o caos dentro de nós.

Regojize-se. Somos bons e maus, mas até explicar isto para quem acorrentou seus olhos pouca coisa mudará. Bola para frente.

terça-feira, 2 de setembro de 2014

Magia do Caos: A arte de surfar


Ao analisarmos Magia e Física na ciência de hoje assumindo uma realidade física enquanto que a Magia apenas assume a ilusão da física enquanto realidade. A projeção da Magia do Caos, enquanto 'surfa' na contínuo inconsciente da existência, atua até a execução de suas metas e, só então, liberar a atenção consciente a cristalizar um resultado pretendido.
Não significa que a Magia subestime o mundo material como algumas religiões e a palavra "ilusão" sem uma conotação negativa, pois no final das contas tudo é ilusório. Várias tentativas de revelar esta ilusão material no último milênio, como a de Johnstone proposta em 1970, de que  o mundo é uma espécie de realidade virtual.

O Modelo

Enquanto o surfista pega o mar pronto, conforme sua maré, praticantes da magia do caos modelam suas ondas para surfar conforme seu credo. Numa visão moderna mais objetiva que a dos anciões da magia caótica, em específico Ramsey Dukes, nossa maré de ilusões também pode possuir as características da situação e da meta, do que uma maré ao acaso.
'Sopas de informações' é uma evolução contínua do universo, geralmente em ciclos, dos quais podemos formar conceitos, oriundos da 'sopa química' primordial
A ideia básica por trás do ocultismo é que o universo tende a evoluir de ‘sopas de informação'  e internamente se estruturar em sistemas da mesma maneira que as formas de vida inteligente nasceram da "sopa química" primordial. Neste emaranhado de átomos perambulando para lá e para cá, complexos ou não, alguns em sobrevivência outros já para reciclagem, usamos os modelos de informações para obtermos vantagens na sobrevivência. Reparou que nestes 10 minutos nenhum leão te atacou? Apesar da ilógica destruição do nosso próprio habitat, que neste padrão cedo ou tarde provocará a auto-destruição da humanidade, criamos manuais da realidade transformados a cada momento a hipoteticamente nos gerir. Estruturas de informações modelam um universo interior e exterior com leis consistentes a processarem estas sopas na nossa mente, teoricamente para .competir melhor enquanto processa a sopa de informações.
Ao considerarmos outras dimensões espaciais  como a do tempo, podemos evoluir a conter nossos próprios processadores internos de informação. Assim como a humanidade recicla dejetos para produzir energia em alguns municípios, podemos evoluir certas partes ou características únicas em benefício de nosso todo a ponto de criarmos nosso próprio universo interior.
A separação do macro e do micro cosmo interagem um ao outro de formas variadas, assim como em nossas consciências intercedemos no todo de forma distinta, nossos atos sempre serão limitados pelas suas consequências, na velha ação e reação. No I Ching encaixaram .estes princípios no Ying e Yang, em múltiplos de oito e sessenta e quatro.
Sob níveis de experiência o macrocosmo é o processador de informação, depois há os universos interiores que se manifestam gradualmente por meio de contínuas equações matemáticas. Mas por terceiro somente os microcosmos conscientes só experimenta como informação binária.
Assim, o físico que quer determinar por qual buraco um photon enviado passa só poderá fazer isso destruindo a continuidade ondulatória da luz, como referência a famosa Experiência da Dupla Fenda proposta por Thomas Young, por mais que este modelo tenta evitar o argumento de Penrose em "Sombras da mente", porque coloca a consciência não dentro de um programa algorítmico, mas na relação deste programa microcósmico com o macrocosmo que o contém.
Aceitar que a Magia funciona é o princípio básico a operá-la ao mergulhar em qualquer mar de concepções e enfrentar suas turbulências das possibilidades até que possa curtir a calmaria de uma maré mansa. Mas o bom senso de que não permaneceremos numa situação de projeção ritual contínua nos orienta a encerrarmos um ritual projetado no universo com o banimento. Esta tradição tem uma função maior do que apenas "banir", mas indicar que a operação foi concluída e que o universo opera a finalidade desejada, sem te obrigar a puxar a orelha dele novamente. Também claro que limpa a pessoa praticante da crença utilizada, libertando-a de uma prisão que não existe tanto da auto-glorificação como da libertação da mesma. Ai que entra o fim da magia, quando você quis, soube o que fazer e agora se cala.

segunda-feira, 1 de setembro de 2014

CAOS QUÂNTICO

A física quântica abriu as portas científicas para novos conceitos caóticos de realidades distintas às concepções e teorias prontas. Experimentos controlados em laboratório arrombam as paredes comprimidas da Teoria da Relatividade com novas dimensões além do espaço e tempo. O modelo quântico da aleatoridade entre as posições das ondas-partículas subatômicas, até possibilitou encaixar a "partícula-deus". Estes pedaços existenciais menores que o átomo têm suas atividades caracterizadas por ondas ou partículas a novamente engavetarmos matéria e agora também energias.como os fótons.

Ainda que a física quântica seja um novo paradigma de regras, de leis, uma onda-partícula continua livre de conceitos a medi-las, ainda que possamos interferir pela ação e reação a buscarmos certos resultados às nossas ações. Pouco importa sua medição na magia, mesmo porque a própria medição é uma interferência em sua realidade, no seu real estado. Assim como a ciência tenta achar variantes da camada de ozônio como uma energia particularmente química, existem uma série de fatores biológicos, ou mais ecológicos, envolvidos nisso que a mídia desconsidera, achando que somente máquinas de combustão são responsáveis por toda a desgraça. O etanol das fezes de muitas culturas agrícolas como suínos, bovinos, ovinos, etc...  de um destes seres (ou muitos) aqui na Terra causará um abalo na constelação de Sírios? Muuuuuuu, mas estes animais não pedirão licença para sua evacuação. Claro que existem os sábios que utilizam suas criações para produzirem energia e até vendê-la! Fodam-se os fótons! Mas a necessidade do planeta também é urgente a fracionarmos os efeitos desta enorme atitude mecânica na agricultura já instalada à séculos CONTRA a camada de ozônio a remodelá-la reverterá um bom percentual transformando biogás (metano) em dióxido de carbono. Não te falaram? O biogás é obtido a partir da decomposição da matéria orgânica (biomassa). A biomassa é colocada dentro do biodigestor, onde através da digestão e fermentação das bactérias anaeróbicas é transformada em um gás conhecido como metano. Esse tipo de bactéria não precisa de ar para sobreviver, por isso o ambiente tem que ser o mais vedado possível. Um metro cúbico (1 m³) de biogás equivale energeticamente a 1,5 m³ de gás de cozinha; 0,52 a 0,6 litro de gasolina; 0,9 litro de álcool; 6,4 KWh de eletricidade (total questionável pela tecnologia implantada).

Mas o crescimento da demanda da energia é como a inflação, só cresce depois que um país implanta tecnologia para sustentar sua sobrevivência, mas qualquer pessoa sã sabe que esta demanda crescente não se resolverá transformando as cidades em "novas Venezas" para implantar novas hidrelétricas, como a hidrelétrica de Monte Belo no Norte do Brasil. Mesmo porque qualquer economista novato ao analisar o custo x benefício da reversão destes pólos agrícolas consumidores de energia em produtores, além de reverterem a demanda a zerarem sua carência nestes locais, tornam-se fornecedores com custo baixíssimo ao estado. Num paralelo ao que Aleister Crowley falou, "cada ser é uma estrela", cada empresa (fazenda) se tornará uma fonte de equilíbrio ECONÔMICO, mediante a redução de seus custos energéticos para até implantar nestes estabelecimentos seu desenvolvimento mecanizado, redução da emissão de etanol (componente do metanol que fode com a camada de ozônio), e ainda a possibilidade de fornecimento às redes elétricas muito mais próximos das metrópoles do que no Brasil hidrelétrica que se deu no meio da Amazônia!!! Mas assim como o governo maquia o altíssimo custo desta cagada, quando compra o megawatt à R$ 700,00 do mercado privado e vende ao povo por R$ 150,00 , nem passando Mantega nos números engolimos que a energia permanecerá nos valores atuais muito tempo.

Que Caos criado no Brasil, né? Mas dentro da física quântica este caos existe e vai bem, obrigado. Ele não é vermelho não, ou não precisa ser, mas possui efeitos surpreendentes, justamente por não o compreendermos num todo, tal qual as partículas subatômicas na Física Quântica. Justamente pela Magia do Caos ser cética, pragmática, cria-se uma quinta dimensão que engloba esta energia latente no todo, também no ser humana chamada Caos, que decide os resultados das probabilidades nas outras quatro dimensões.

Mais uma dimensão? Tenho de voltar para a professora de física? Aiiiiii!!!! Deste jeito tem que implementar este conceitos no meu cérebro nem que seja por meio do INCONSCIENTE COLETIVO... Ops... Psicologia também? Fudeu ao quadrado? Calma! Antes que possa colocar qualquer realidade num contexto palpável, ou apalpar o bumbum de qualquer teoria a encaixar os mastros do "eu sei" acabou de passar uma mudança... Outra! Então já Elvis! Está tudo escrito nos registros akáshicos, não se preocupe que, mesmo que não saiba como tudo isto aconteceu, ou porque uma fada madrinha passou e você nem sentiu o cheiro dela, relaxa... Pois o caos também é informação indescritível, por isso estas informações podem ser modificadas. Ai falamos de magia do Caos.

O inconsciente funciona como porta à quinta dimensão aonde podemos obter informações; e assim nos explicarmos todo o tipo de percepção extra-sensorial, ou inseri-las, ou não, para causar todo tipo de alteração da realidade através da magia. Mas vamos lá considerar a Quinta Dimensão. Assim como abrimos um buraco na mente durante o êxtase, esta é uma faceta caótica humana entre outras, numa fusão absoluta da mente, mesmo que temporariamente, com uma ideia. Como conceitos baseiam-se em idéias, jogamos as quatro dimensões nesta fogueira para bailarmos ao redor ou dentro mesmo. Então ao abraçarmos a Magia do Caos também nos damos a liberdade de influenciar as quatro dimensões para alterar as probabilidades dos eventos. "How much bigger, better!" Ou quanto maior melhor em português. Como se uma ideia na tua mente penetrasse os conceitos mais absurdos que imagine e tragam resultados, justo pela influência e distorção das probabilidades. Claro que isto gera um "Efeito Dominó", quando outros conceitos decorrentes são influenciados. Mas foda-se isto. O fato é que a profundidade da ideia em nossa mente corresponde ao quanto essa ideia modifica o mundo.

Até encaixamos a física quântica com a física de Einstein, quando ele acreditava que tudo tinha uma causa, ainda que esse universo quântico de probabilidades era inexistente na época . Então Einstein estava certo. É a quinta dimensão que dá a causa.

domingo, 31 de agosto de 2014

Rompimento Maçônico

Tempos modernos exigem atitudes modernas, do contrário somos fadados ao ostracismo, à mumificação. Respeito as crenças egípcias, no entanto quando maçons políticos se submeterem a ideologias criminosas como as petistas, a questão da ordem fica em segundo plano. Maçons, descendentes dos templários, usaram muito bem a "ordem" para controlar a sociedade, para engavetá-la sob a ponta de suas canetas para que suas tintas acorrentem a evolução humana.

Sim! Somos todos humanos e erramos sempre, até onde chegue nossa avaliação do "certo" o quanto convir. Mas todo este medo da liberdade cedo ou tarde rompe estas algemas quando por exemplo o Estado cria uma equação econômica de criminosos versus cidadãos, cria leis a inocentarem quem mata, quem estupra, quem rouba, para que, ao cumprirem as penitências que a leis os obriga, elimina-se a qualificação de criminosos para todos virarem cidadãos. Como conseqüência todos se tornam "iguais" perante esta democracia de meia pataca, garantindo o sonho xenófobo da igualdade. Ordem? Quem está no comando que a cria, e sua sociedade será o rebento destas decisões. Pouco importa aos ex-presidiários qualquer julgamento que tenham, cumprido ou não, pois seu animal acordado já ruge por novas experiências a sustentarem modelos de vida que a mídia expõe como o "correto". Então traficantes esbanjam seus veículos "tunados" com a suas mais excitantes "filinhas" bombadas de químicos nos seios, nas bundas, nas barrigas ou no cérebro garantidos pela ponta da bala na agulha.

Ai vem um bando de megalomaníacos na busca para fomentarem sua participação na cadeia do poder, da ganância, e criam panaceias de zumbis a condenarem o comunismo, a condenarem o anarquismo, a condenarem o capitalismo, ou qualquer ideologia quando esta funciona para alguém, ao invés de olharem no próprio umbigo e verem a MERDA de leis que criaram e gerou tanta fraude e crimes a fomentar novas filosofias estatais. Diferente de uma pessoa abraçar a ideia dos outros e chamar de "filosofia pessoal", filosofias estatais estão muito além da outra sina humana chamada religião, mas nas decisões de, por exemplo, regentes de Estados decidirem mandar uma bomba "doada" a explodir outras nações ou não. Deus ou qualquer definição que dê ao "divino" não tem nada a ver com isso, pois são decisões HUMANAS que apertam o "botão".

Dentro da história humana a magia sempre foi mecanismo de controle social, afinal quem controlaria o pagamento de impostos e tributos se não fosse a pessoa "queridinha" da vez? Fosse enfiar a troca de bananas por figos in natura, ou mucambo, ou qualquer fusão de preciosidades que ora podem ser o ouro, ora podem ser papel ou atualmente números variáveis em computadores. Até que o ser humano criou máquinas. Para quem percebeu, o efeito mecânico multiplicativo tirou também a divindade de quem manda para santificar cálculos divinatórios de cotações, de colheitas, de medos embolsados em fortunas ou então numa brincadeira que camufla atualmente o grande desejo humano de liberdade chamada "Democracia". Em algumas partes do globo a "Mafiocracia" por detrás dos cartazes cresce a cada metro adquirido, mas esta escondida ainda para um futuro próximo mostrar as caras... ops! Chegou!

A magia sempre existiu e com vários nomes, então achar que acabou é perda de tempo. Foi ela que criou as crenças e filosofias após criar deuses e demônios, quando criou a ideia de que a minha cana é mais doce do que o leite de tua vaca, ou quando criou a moderna ideia de que o voto eletrônico é "confiável". A própria crença moderna de que as diferentes faixas sociais coexistem sem problemas é uma magia que muitos compram. Até que esta ideia despenque no mercado e algum poderoso comece uma nova guerra para convencer todos seus súditos fiéis de que a ideia da co existência é "verdadeira". Para quem?

Criaram a ideia piramidal de que para ser praticante de magia é necessário ajoelharmos (o resto varia pela linha que a pessoa pratica) aos orientadores que com o ego no céu requisitam serem chamados de "Mestres". Poxa... Já ensinaram assim que humildade é papo furado na prática, igualdade é hipocrisia enquanto aprendem com os erros e acertos de quem comandam e sequer dizem obrigado. Como a magia fica em segundo plano para estes "mestres" aquíferos, erguidos como gelo enquanto a panela não esquenta, a magia continua com ênfase na técnica. Quando o ser humano abre os olhos e sai do casulo que se enfiou, geralmente aparece a revolta com a negação do dogma e, em decorrência, das super-organizações como o desentupidor de ralo Coca Cola ou várias igrejas de padres estupradores. A Magia do Caos é fruto disso.

Ela nasceu fruto de uma filha maçônica bastarda chamada OTO, quando a balela do "Faça o que tu queres, será o todo da lei" funcionava só no papel, pois entre quatro paredes esta galera só quer o poder de comer a bunda da outra no grau IX . IXXXXXXXX!!! O pessoal mais entusiasmado vai procurar o grau X... Só para quem gosta. Mas voltando o assunto da mãe virtual Thelema, ela abriu as portas para uma galera experimentar atividades com base em suas próprias ideias e entusiasmo a invadir aquele orifício vago do sucesso. Claro que deixaram aquelas estruturas de treinamento traçadas por 'experts' no calabouço ao qual dirigiam seus aprendizes, com uma série de correias das próprias teorias os acorrentando, ou no máximo drenam a parte que nos interessa. A liberdade não proíbe nada, desde que alcancemos o sucesso, assim como a própria ciência "empresta" conceitos uma da outra para um troca-troca bem legal. Assim a Magia do Caos escolhe seus próprios métodos, metas e movas idéias que podem vir à luz.

Ao se praticar a Magia do Caos, como o ancião Austin Osman Spare bem sugeriu, masturbar-se também é magia! Como bem a publicidade nomeou este processo de "brainstorm", idéias pipocam facilmente de mentes em êxtase, então porque acorrentar o bicho louco por sucesso solto no teu interior? Se existem anciãos na Magia do Caos que se cagam de medo de você em liberdade e te afastam do "grupinho"? Tentam te anular? Enfiem este medo no vosso anel mágico! "Agradecemos a vossa atenção mas cagões desembarquem porque vamos ao alto e além"... Nem que nos espatifemos, mas saberemos analisar o erro a nos aperfeiçoarmos. Claro que tem magos, assim como economista caóticos querendo reerguer desgraças antigas como a inflação, achando que tirarão carta das mangas para enganar esta bicho que acordaram, mas maquiar seus índices de evolução é como escovar os dentes da fera que lhe devorarão.

Assim como Aleister Crowley balbuciava entre os êxtases do ópium, da cocaína e afins que "todo ser é uma estrela"(em algum livro), assim também a economia caótica só renascerá quando formar novos sistemas solares livres em expansão a movimentarem este buraco negro já em auto-sucção e, mesmo com seus erros, aprendam com os mesmos a se corrigirem e seus métodos inovadores (mediante a necessidade) se multiplicarem a expandir do que se anular. Claro que os caga regras vão me lembrar que o universo está em equilíbrio, mas ai lembro que esta é uma regra que inventaram e você engoliu. Chupa que a cana braba é doce, fio... E quanto mais regular tua prática mais suco terá. Reitero que isto não é teoria, e PRÁTICA. Esta liberdade filtra dogmas ao que o exame de suas idéias convém, então ao invés de lançar seus Libri I,II,III,IV,V, etc. quem pratica a magia do caos dedica seu tempo mais para seu sucesso pessoal do que explicar o que faz. Sinto muito se você enrola como eu! KKKKKKKKKKKKKK Mas ninguém é perfeito, né?

Então você quer criar seu universo de concepções? Lembre-se, na Magia do Caos você pode tudo, desde que assuma isto, então o que te proíbe é a inoperância, desde que ela não seja uma operação. Caso queira usar a Magia do Caos para fazer uma nova pirâmide, sinto muito, mas vai ferrar teus princípios nas correntes dos ciclos "de vida útil" das construções. Então aprenda com nossos ancestrais antes de cometer a mesma cagada, mano! Foca no teu universo do que querer roubar a galinha do vizinho! No meu caso ainda vou fazer uma sopa do galo F.D.P. que canta às 3 da matina todos os dias.... Falta pouco!!! Deixa eu me acalmar... Isso! Respira.. Prana... grrrrrrr.... Voltando ao assunto!!! grrrr....  Lembra que o Ray Sherwin no seu "Book of Results", ou Livro dos Resultados em português falou que "Hierarquias são abertas ao abuso e qualquer um que duvide disso deveria estudar a história de ordens hierarquizadas dos Rosacruz em diante. Mesmo no evento de uma hierarquia ser próspera, uma vez que a liderança passe por sucessão ela é interrompida e a estrutura começa a falhar, como exemplificado pela OTO após a morte de Karl Germer". Então as experiências humanas provaram que nosso ancião ainda vivo tinha muita coerência!

Desde que inventaram a televisão o ser humano fascinou-se por esta lâmpada mágicka moderna a repetir as mesmas besteiras que belas imagens subliminares dizem a fazer, ser, falar ou pensar, conforme ditadas nas suas telas. Ai o ser humano se isolou esperando que alâmpada de cristal lhe trouxesse a felicidade! Claro que, ao acostumar seus súditos a se prenderem entre quatro paredes tinham de acorrentar o pessoal com o medo, mas ai este pessoal da tv perdeu a paciência e até mesmo donas de casa usam o rolo de massa a se defenderem de bandidos. Alguns casos, quando a tv não "documenta" as atividades, até lincham criminosos. Mas ai como a última coisa que ditadores de regras querem é que as pessoas falem uma com as outras, conseguiram botar a ideia no pessoal de gravar pelos seus celulares, a "documentar" quem são os agressores a colocar medo em quem faz justiça com suas próprias mãos. Tentaram criar fantasias contínuas a acorrentar um povo vendo "novelas", mas é incrível que a maioria deste público é feminino. Até hoje ainda existe isso. Justiça é polêmica, né? E na magia?

Na magia o mais próximo que podemos chegar é num contato amplo entre as partes antes de ocorrer qualquer desastre, com a discussão e questionamento de nossos métodos, mesmo que afete o respectivo glamour. Assim que se mostram as manchas no interior de um grupo a serem trabalhadas do que escondidas, mesmo praticantes da magia individual sentem-se mais à vontade a executarem pelo menos as metas comuns obtidas a consenso, cada qual com seu método próprio. Caso precise de uma liderança ou representatividade, a sabedoria antiga pode muito bem sortear um distinto por dia, do que encher de poder alguém até a pessoa se auto-destruir em enganos.

Lembro novamente Ray Sherwin na mesma obra já mencionada, que dedica célebres palavras a nós:... "Trabalhar com base no consenso significa que indivíduos não estão lá competindo uns com os outros como é estimulado em uma estrutura hierárquica, passando a perna uns nos outros por títulos e privilégios e forma que o status tem precedência sobre a magia e sobre o que outras pessoas têm a dizer. A emissão de certificados, no pior dos casos, é simplesmente uma extensão disso - desejosos de poder em busca de reconhecimento do grupo em vez de seres individuais".

Caso você correrá a alguma autoridade no primeiro medo que tenha, nem começa a magia do Caos. Vá apanhar bastante até que reinvidique tua liberdade das autoridades, quando ai sim ela será um empreendedorismo útil na tua vida, quando assumir teus medos de frente para você dominá-los do que eles te dominem. Só assim deixará os erros pessoais e das outras pessoas servirem de aprendizado para não cometê-los novamente. Não compreendeu? Vai atrás, mano! Magia do Caos não é uma maneira fácil para desleixados. Suas disciplinas são tão difíceis e exigentes como as praticados por qualquer outra forma de magia, e as disciplinas básica essenciais ao desempenho em seu sentido mais amplo e eclético.

Assim como obrigar uma mulher a perder sua natureza a obedecer regras machistas, na própria estrutura moderna a identidade de uma mulher não merece ser comprada para dar o leite de seu conhecimento, sua experiência a sustentar mandos alheios. Mulheres são grandes amantes da Magia do Caos, em nenhuma diferença à postura dos homens, ainda que o cálice sagrado guarde o néctar secreto que sequer eunucos contemplam suas especiarias. Mas a hierarquia pode usar a distinção sexual como ferramenta também, então ninguém garante o futuro, só você, sobre o futuro da tua magia.

sábado, 30 de agosto de 2014

Fundamentos da Magia do Caos


A Magia do Caos não é uma tradição, o que incomoda a abordagem por muitos teóricos de carteirinha, mas é justo por isto que ela adquire tanto poder aos praticantes que nenhuma outra "tradição" tem. A liberdade utilizada ao mesmo tempo de todas outras tradições, até mesmo as não tradições, a torna uma magia de meta-paradigmas, ou um pacote no qual vários "weltshanung" podem, sem qualquer obrigação, serem intercambiados. Toda pessoa que pratica Magia do Caos é livre a acreditar no que quiser, desde que use sua crença a funcionar e trazer resultados desejados. 
A rainha está morta. Longa vida à rainha!
Então percebemos que a Magia do Caos não é um método "novo" ou "diferente", mas é todos os métodos que a pessoa escolha praticar inclusive de tradições. Ela é um 'plus' aos conceitos da pessoa para destacar a liberdade que dá a si mesma e às outras pessoas que praticam magia a fazerem o que quiserem mas que realmente funcione. Viver este meta-paradigma implica numa real mudança de postura a viver magia como um método de vida, do que um hobbie de fins-de-semanas, ou uma arma a coagir pessoas pelo medo do que a pessoa praticante da magia caótica faz. Mesmo porque é de nosso interesse particular o que fazemos, e só dividiremos com quem quer de fato praticá-la. Claro que podemos mudar! A própria magia é uma mudança, então o que mais assusta uma pessoa é a liberdade de hoje uma pessoa poder ser homossexual, amanhã hetero, no fim-de-semana bissexual e, se der a louca na cabeça da pessoa, ser pan!!!!!! Tudo é permitido, desde que tenhamos a responsabilidade por suas conseqüências e funcione às nossas metas. Até mesmo não mudar também é um paradigma caótico.

O único problema de praticar magia caótica é para quem quer construir uma pirâmide em cima de nós para mandar fazermos ou deixarmos de fazer algo "segundo uma tradição" a qual for. Somos passarinhos adoradores de gaiolas? Então é natural este castelo piramidal cair cedo ou tarde. Qual o tesão da vida enxergarmos ela branco e preta quando podemos desfrutar os sabores de suas cores? Que merda de padrões cinzas a proibirem o amarelo brilhante dos ipês? Então as ditaduras se mantém enquanto as pessoas manterem estas lentes branco e pretas nas suas visões. Como conseqüência claro que podemos adotar posturas de respiração Ioga, podemos acrescentar crenças no centro do universo como fonte da nossa magia, podemos botar Deus para trabalhar para nós e também podemos ativar uma súcubus para dar idéias à menina que tanto queremos "confraternizar" várias noites. Quem se incomoda troca o absorvente!


Mas Magia do Caos não tem fundamentos teóricos?


Peter J. Carroll citou no "Liber Kaos" algumas regras / linhas dentro de teorias científicas que podem ser agregados na prática da Magia do Caos. Ou não:

M = G L (1-A)(1-R)
"M" é "Magia" e representa o poder de impacto da tua atividade realizada numerado de 0 a 1, sem e com efeito, respectivamente.
"G" é "Gnose", estado de consciência "livre" a focar na magia realizada.
"L" é a "Ligação" que representa a adesão ao objetivo ou alvo desejado. Como se fosse uma "foto" da meta que a mente se conecta. 
"A" é a "Atenção". Este é o nível que a mente consciente cumprirá a Vontade da pessoa. Uma atividade com sucesso, ou 1, representa o reconhecimento mental da atividade como um meio a realizar tua vontade, senão a pessoa troca o cartucho mágicko por outro efetivo.
"R" é a "Resistência subconsciente". Sabe aquela pentelha que martela na tua cabeça dizendo que você não conseguirá sucesso na tua atividade de qualquer jeito? Este é o teu real demônio pessoal que te escraviza a se submeter aos outros ou aos dogmas alheios. Caso ela funcione para você, boa sorte, do contrário dance em comemoração por ferrar teu sub-consciente preconceituoso (preconceito é crime!!!).
Ao praticar magia muitas pessoas adotam a ideia dos outros sobre o que é magia e se banham de medos. Tudo bem, "faz parte"... Mas a magia do Caos tem uma promoção gratuita para você despistar esta sacanagem desenfreada de você para consigo! Isso mesmo! Contornamos este fator medo nesta equação no fator "A" pela utilização de sigilos e mantras. Estas restruturações de nossas linguagens conosco mesmos dribla o subconsciente com uma mensagem que o consciente já passou ao inconsciente. É gol!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
Ficou difícil de entender? Então pode experimentar esta segunda equação. Não dói nada... 
Pm = P + (1-P) M^1/P
Esta segunda equação pode ser usada para avaliar a probabilidade de provocar um evento por magia Pm, se tiver a probabilidade de ocorrer pela chance P, e o fator mágico M, podem ser avaliados. Pelo contrário, para efeitos de planejamento, ele pode ser usado para calcular a quantidade mágica de M, seria necessário para aumentar a probabilidade de um nível mais aceitável.
"Pm" está para a probabilidade de alcançar o resultado desejado utilizando a magia. "M" vem a partir da equação prévia. "P" por si mesmo, representa a probabilidade do resultado desejado ocorrer naturalmente. Este cálculo pode parecer estranho quando o sucesso ocorreu antes da prática, mas ainda assim ela deve ser realizada, mesmo que depois do sucesso, pois você deve isto a si. Explicações são a principal armadilha ao insucesso. Cante e dance esta música em celebração ao teu sucesso:
"Será só imaginação?
Será que nada vai acontecer?
Será que é tudo isso em vão?
Será que vamos conseguir vencer?"



Vamos lá! Sacode ai!!!!
Você é a pessoa cliente! Você quem pratica a magia! Você é quem faz a auto-análise! Se correr o bicho pega! Se ficar o bicho come! Relaxa teu dogma e o goze!!! :D
Como sucesso é tua maior prova da magia caótica, o foco nosso pouco se importa com o que outras pessoas acharão, pois sucesso é o nosso aliado. Independente da inveja alheia detentora de um paradigma X ou Y, é incrível que quando, por acaso, escolhemos seguir estes paradigmas "X" ou "Y" a maioria das pessoas que se gabam destes saem correndo nos chamando das piores definições... Será que estas têm medo de nossa liberdade? 
BÚÚÚÚÚÚÚÚÚÚÚÚÚÚÚÚÚÚÚÚÚÚÚ 
Calma! Não precisa sair correndo, que tudo é verdadeiro! E aplicaremos em todas nossas necessidades humanas das 8 cores. Quer praticar? Aviso que quanto mais praticou antes, mais te facilitará se unir a este conceito de magia. Claro que começar com Magia do Caos é um salto para abraçar a liberdade num papel semelhante ao pai do Bakunin, portanto extremo. Ah! A Magia do Caos é solitária, por mais que realizada em grupo.

sexta-feira, 29 de agosto de 2014

O que se tornou Magia do Caos


Conforme passei no post anterior sobre a filosofia por detrás da Magia do Caos, que envolve na sua essência a liberdade e sua respectiva responsabilidade, convém agora fechar a outra ponta deste triângulo. Para dar congruência a isto, temos a liberdade de fazermos nossa Vontade pura, ou a ação, temos os resultados de nossas ações que são tipicamente conhecidos como reações, e fica faltando a terceira ponta do triângulo de nossa "Grande Obra".

Para entender esta terceira ponta entenda a manifestação da liberdade que tanto assustou o pai de Bakunin, um dos anarquistas ancestrais. Lembram que comentei sobre a corrida do pai de volta à aristocracia quando viu a manifestação prática da liberdade? Pois é... Muitas pessoas praticam a magia com seus piores medos e, quando ele se manifesta, correm de volta à ordem comum, ciência, religião ou qualquer outro conceito previsível e aceito pelos grupos que convivem juntos. Como nossas crianças trancadas à sete chaves para serem poupadas do crime, do estupro e da morte, no momento que vemos o total descontrole de nossas vidas corremos também a buscamos rédeas para controlarem esta liberdade, a colocarem ordem em nossas vidas, simplesmente porque o descontrole é a irresponsabilidade pelas consequências e reações do que fazemos. Então a última ponta deste triângulo é a RESPONSABILIDADE pelo que fazemos. Quando usamos nossa LIBERDADE, para obter as CONSEQÜÊNCIAS desta manifestação, seremos animais quando falta ou perdemos o terceiro fator humano que é a RESPONSABILIDADE.

Mas porque isto se aplica ou se enquadra na magia do Caos? Vamos lá... Lembro que na liberdade de uma pessoa fazer ou não fazer algo, terá as conseqüências desta decisão, independente do que saiba ou não fazer. Um macaco saltando de galho em galho em busca por comida é bem diferente de um agricultor que estuda as sementes, estuda o ciclo de uma planta, estuda o terreno e o clima e demais condições ao plantio, para plantar soja, milho, arroz, feijão, etc.. Claro que símios se alimentam e convivem em sociedades numa boa, mas fazem isso pois é a única coisa que o corpo deles faz além de se reproduzirem: buscar sobreviver. Quando aprendem mais coisas, macacos fazem mais coisas, e você também, caso queira.

Munidos desta faculdade de agirmos e obtermos as conseqüências de nossos atos, moldamos conceitos a formar padrões de conduta que baseiam nosso conhecimento e, em decorrência disto, formar valores a moldarem a responsabilidade por nossos atos. Uma pessoa sem esta ponta superior do triângulo é aquela que vive a linha de duas pontas da ação e reação, uma pessoa criminosa que obedece seus impulsos animais e não assume as conseqüências antes, durante ou depois deles. Claro que a descrença em si esvazia o maior poder caótico que uma pessoa pode adquirir, pois a crença é nosso instrumento de formulação e interpretação das realidades.

Cientes de suas atitudes e suas conseqüências, de onde podem e querem chegar, praticantes da Magia do Caos constroem e reconstroem o que desejam pelo seu interior animal, assim como os macacos, porém com o sucesso sempre, após todas nossas experiências prévias. Claro que erramos! Assumimos nossos erros para que possamos acertar na próxima e fabricarmos nossos conceitos, após contínua e constante labuta. Caso funcione o mundo das fadas, bem vindas ao nosso sucesso! Saci Pererê, Jesus, Anaconda, Satã, Papai Noel, Buda, etc. todos são manifestações de nosso sucesso, assim que tais resultados comprovem isso. Mas sem assumir tais experiências são apenas sucessos fortuitos, fora de uma técnica prática. Claro que a pessoa pode construir sua Torre de Babel para mesclar todas suas crenças e mitologias diferentes numa que lhe funcione, mas mesmo que conceitos mitológicos cumpram todas as necessidades cotidianas, como Amor, Guerra, Sexo, Morte (e vida, Severina), Riquezas, Mente, Ego e Magia, quando nos argumentam porque, como, quando ou qualquer coisa, nós praticantes da Magia do Caos usamos a sabedoria milenar para que quem faça as perguntas responda o que lhe convir: NÃO SEI!

Sábios maçons adotaram o mito de Hiram para "esconderem" a sabedoria e dizerem-na somente a pessoas "escolhidas". Mas assim criaram uma arapuca para si mesmos de que quem responde é que seleciona tais pessoas. Ledo engano, pois são as pessoas que perguntam, as que buscam as respostas que conseguem arquitetar seu sucesso, não quem faz mistério do que só a experiência pode ensinar. Criam-se títulos e honras cada vez mais a mascarar ostracismos e nulidades, sentenciando "pavões" a desfilarem penas fantasiando a realidade. Praticantes da magia caótica perceberam isto e, antes de disputarem quais cores eram as "mais" ou as "menos" importantes, sentenciaram as mesmas a diferentes magias para pintarem as necessidades humanas. Sobre a hierarquia que pavões confrontam com suas penas? Podemos até criar entre nós, mas todos praticantes da Magia do Caos, de ambos os sexos, somos nossos próprios Papas e o caminho de nosso sacerdócio é individual em qualquer crença, desde que o executarmos.

Englobarmos a liberdade como apenas uma ciência é uma visão muito pobre de minha parte, pois ciências foram nomes criados para regras encaixotarem fatos em nossas mentes. A magia vai além de conceitos, principalmente a caótica por usá-los do que submeter-se a eles, principal fator de compromisso caótico. O que é para uma pessoa pode não ser para outra, então nosso poder vai até onde chegam nossos resultados. Em resumo somos o que atingimos e para isto conceitos são dispensáveis. Como exemplo, dor na psicologia é um fado por via de regra, mas a glória para praticantes do BDSM, ao povo escravo. O que é patologia e para quem? Então é a própria pessoa que desenha o esboço de seu sucesso, até onde quer e chegará, com as técnicas que lhe convir na dinâmica do dia a dia. Aprendemos com o passado para aplicarmos no presente e, como bom semeador, colhermos no futuro. Ação, Reação e Responsabilidade.

Tesla di Murbox - https://www.clubedeautores.com.br/authors/19923

quinta-feira, 28 de agosto de 2014

Magia do Caos

Neste meu primeiro Blog aqui falarei sobre Magia do Caos:

Magia do Caos nasceu de sua teoria, ou Teoria da Magia do Caos - TMC,  conforme Peter J. Carroll formula no seu livro "Liber Kaos", o qual fiz um estudo sobre publicado na Editora Clube de Autores. A distinção desta linha de atividades às outras existentes é no seu paradigma e a aplicação deste nas suas práticas.

Apesar de surgir no Hemisfério Norte, a ênfase num mote é o recurso principal para englobar magia de TODAS as origens. Isso mesmo: TODAS. Metaclypse o Jovem, ou Gregory Hill, nascido em 21 de maio de 1941, falecido de câncer em 20 de julho de 2000 e Lord Omar Khayyam Ravenhurst, ou Kerry Wendell Thornley, nascido em 17 de abril, 1938 e falescido em 28 de novembro, 1998 criaram o mote também base de uma filosifia moderna chamada Discordianismo:

"Tudo é verdadeiro, tudo é permitido". 

Diante da associação deste paralelo com a a filosofia oriental do Yin e do Yang, que nestes paralelos juntos representam a união e complementaridade entre os opostos, foi criado o conceito mais religioso do que filosófico do Caos. Para entendermos isto lembro que no meio da claridade do Yang existe um pequeno círculo de sombra de Yin e no meio da sombra do Yin existe um pequeno círculo claro de Yang, simbolizando o movimento contínuo e constante de evolução dos atributos de um para os do outro. Como características do yin: Manifestação, Magnetismo, Baixo, Dentro, Frio, Úmido, Escuro, Lua, Outono e Inverno, Terra, Metal, Fêmea, Tempo, Cores escuras, Passivo, Repouso, Negativo, Morte. Como opostas a energia magnética as características de yang: Energia Elétrica, , Cima, Fora, Quente, Seco, Claro, Sol, Primavera e Verão, Céu, Fogo, Macho, Cores claras, Ativo, Movimento, Positivo, Vida.

Esta assimilação entre o Discordianismo e a abordagem existencial do Taoísmo é muito mais abrangente do que uma hipocrisia a reverenciar o todo como um Deus externo que só quer o "bem" à humanidade, e Peter Carroll aproveitou e deu sua pitada de contribuição de discórdia ao discordianismo, adaptando sua filosofia caótica o mote de que:

"Nada é verdadeiro, tudo é permitido". 

Na prática o conceito de oposição é base para mentes humanas encaixotarem a realidade de opostos no crânio e assim facilitarem a mudança pela Magia do Caos pessoal com sucesso. Esta mudança do mote de Metaclypse e Ravenhurst também afasta o destino da nave para algo além da anarquia tão temida pelos cobradores de impostos .

Ninguém dá muita atenção a isso, mas a Magia do Caos tem até um perfil maçônico quando cria uma nova filosofia derivada de outra, para manter a ordem sob tutela de uma ordem mágicka, a I.O.T.. Porém o discordianismo se manteve e os descendentes filosóficos de Bakunin rompem periodicamente as paredes deste ovo piramidal de seis pontas, ou pirâmide para cima interna colada com a pirâmide para baixo externa. O nome deste animal feroz acordado pelo discordianismo chama-se liberdade, só que quando acordado este perfil só cresce, parecido com o da INFLAÇÃO ECONÔMICA. Na conclusão desta transformação do discordianismo para a TMC nota-se a manifestação do triângulo Ação, Reação e Responsabilidade como um passo evolutivo. O sonho humano de viver sua liberdade é sedutor, assim como Alexanders Bakunins, o nobre pai de Mikhail Bakunin flertou com a liberdade declarada na Revolução Francesa por Napoleão, mas depois de ver o que era isso na prática, nos levantes dezembristas voltou atrás e foi correndo para a aristocracia russa do Czar pedir proteção. Como reflexo prático desta teoria "Tudo é verdadeiro, tudo é permitido", o ser humano é capaz de se tornar vários tipos de monstros, até o momento que assume as suas consequências, real desenho do verdadeiro Caos.

Enfim... Para disciplinar esta volúpia liberal na família Bakunin, o pai tentou mandar para São Petersburgo o filho munido com o monstro da liberdade, com armas. Claro que este sábio Bakunin usou seus fartos recursos econômicos a vislumbrar liberdade prática em viagens a muitas localidades no mundo, mostrando e usando a teoria de que a arma não é a pistola que mata, mas o dedo que puxa seu gatilho. Num paralelo atual, o exemplo das pessoas drogadas dependentes em fase terminal que na sua viagem se acham feras ou fodões e cedo ou tarde ou vão para o necrotério sem volta ou se curam somente quando percebem que não é o traficante que lhes mata, mas o próprio usuário ao usar a droga se suicida 'aos poucos'. Infelizmente voltam ao ciclo quando não mais se controlam e se penduram em alguma crença dogmática como muro das lamentações, para sobreviverem diante de tanta sabotagem à própria vontade mas ainda em matrix. Por outro lado magos espertos tentam confinar monstros nascentes em e sob suas ordens, e muitas décadas depois criou-se assim a Iluminados de Tanateros a doutrinar praticantes da magia do caos de que devemos permanecer no Matrix, no "Nada", até que seus praticantes enxergam a luz e a sombra de seu interior e 'quebram' a casca deste casulo, retirando-se da "ordem" auto-declarada. Assim foi o exemplo de Frater U.D. na procura de sua própria liberdade no evento chamado Magia do Gelo.

Mas como conclusão este monstro da Magia do Caos tem capacidade de tudo, pode tudo, inclusive o que você quer, que ele seja 'belo'. Ele é você na realização de tua Vontade mais pura, desde que saiba viver com reações de tuas atitudes, saiba assumi-las, para depois usá-las a teu favor. O problema não é errar, é não se corrigir! Viver sob fantasias mentirosas do nada é uma política-máscara insolúvel que ainda nem chegou à vontade própria, a VERDADEIRA, na prática de submeter-se à escravidão do que os outros falam, do que os outros sentem e do que os outros proclamam. O Caos existe de fato, pagando a submissão aos valores impostos ou realizando a própria vontade, cabendo a quem vive aceitar usá-lo ou submeter-se à ele. Eu aceitei e partilho do que consegui em: https://clubedeautores.com.br/authors/19923